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Operação de fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA teria envolvido ex-agente do Mossad

Reportagem aponta que ex-agente de inteligência israelense auxiliou na logística da saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil rumo aos Estados Unidos.

Foto: Menachem Booky Halevy, ex-agente do serviço de inteligência israelense que teria ajudado na fuga de Flávio Bolsonaro - Reprodução/TV Globo · Original e licença

Uma investigação revelada pelo programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (1º), trouxe novos elementos sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após a derrota eleitoral. Segundo a apuração, a operação de fuga contou com a participação de Menachem Booky Halevy, um ex-agente do serviço de inteligência de Israel, o Mossad.

Relatos indicam que Halevy estava em uma van que atravessou a fronteira com a Argentina momentos antes do veículo que transportava o parlamentar e sua família. O motorista Neri Luiz Dala Corte, responsável pelo transporte, confirmou ter sido contratado para levar dois homens até o aeroporto de Puerto Iguazú, utilizando a mesma empresa de turismo que realizou o translado da família Bolsonaro.

A saída de Flávio Bolsonaro ocorreu em um contexto de restrições judiciais severas. O senador, que é alvo de inquéritos por lavagem de dinheiro, estava proibido de deixar o território nacional por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que também havia ordenado o cancelamento de seus passaportes. Após cruzar a fronteira terrestre, ele seguiu para Miami em um jato particular, que teria sido viabilizado por Jason Miller, assessor de Donald Trump.

Menachem Halevy foi abordado pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos na última quinta-feira (29), enquanto tentava embarcar para a Colômbia. Após prestar esclarecimentos às autoridades brasileiras, o ex-agente adquiriu uma nova passagem e seguiu viagem para os Estados Unidos.

Em resumo

  • Ex-agente do Mossad é apontado como participante da logística de fuga de Flávio Bolsonaro.
  • Senador deixou o país descumprindo ordem judicial do STF que proibia sua saída e cancelava seus passaportes.
  • Investigação aponta uso de jato particular para o trajeto entre a Argentina e Miami.

Fonte: Folha de S.Paulo

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