Lula inicia quarto mandato com foco em responsabilidade fiscal e diálogo com mercado
Em seus primeiros atos oficiais, o presidente Lula reforçou o compromisso com o equilíbrio das contas públicas e organizou a agenda econômica para o início de seu novo governo.

Foto: Lula e Dario Durigan Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil · Original e licença
O início do quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva foi marcado por uma postura de serenidade e foco na organização da política econômica. Após um período de transição, o presidente comandou reuniões estratégicas no Palácio do Planalto para endereçar as recentes oscilações no mercado financeiro e na B3, além de instalar o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE).
Durante a posse dos conselheiros do CIMCE, Lula enfatizou a necessidade de uma economia organizada para atrair investimentos estrangeiros. O presidente destacou que o país precisa demonstrar seriedade, associando a atração de capital à manutenção da responsabilidade fiscal e jurídica. Segundo o mandatário, investidores buscam segurança para que seus aportes gerem benefícios e retorno financeiro.
O ministro Dario Durigan, da Fazenda, atuou como porta-voz do governo após o encontro com economistas. Durigan esclareceu que o momento ainda não é de detalhar medidas específicas, mas adiantou que a agenda fiscal do governo será apresentada após o retorno de Lula de compromissos internacionais na Turquia, onde participará da COP 31, e nas Filipinas, para a Cúpula da Asean.
A movimentação do governo serviu para dissipar especulações sobre possíveis medidas heterodoxas, como o suposto tabelamento de juros. O economista André Lara Resende, cujo nome foi associado a essa proposta, utilizou as redes sociais para negar qualquer reunião com o presidente sobre o tema. Com a coordenação demonstrada, o governo busca transmitir estabilidade e compromisso com o equilíbrio das contas públicas.
Em resumo
- Lula instalou o CIMCE para tratar de investimentos em minerais críticos.
- O presidente defendeu a responsabilidade fiscal como pilar para atrair capital externo.
- A agenda econômica será detalhada após as viagens do presidente à Turquia e Filipinas.
- O economista André Lara Resende negou ter discutido tabelamento de juros com o governo.
Fonte: Brasil 247

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