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4/12/2017 18:04

Sócio da Globo admite ter pago propina

Em depoimento nesta segunda-feira 4 na Suprema Corte do Brooklyn, nos Estados Unidos, o ex-repórter esportivo e presidente da Traffic Assessoria e Comunicações, J. Hawilla, revelou ter pago propina para Nicolas Leoz, ex-presidente da Conmebol, Julio Grondona, ex-presidente da Federação Argentina, morto em 2014, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, e ainda que foi sócio da empresa argentina TyC (Torneos y Competencias), responsável pelo pagamento de propina; usando um balão de oxigênio no tribunal, Hawilla, maior retransmissor da Globo, descreveu as atividades de sua empresa, que negociava direitos de transmissão e anúncios em campeonatos como a Copa América e a Libertadores da América



Do UOL:

O ex-jornalista esportivo e presidente da Traffic Assessoria e Comunicações, J. Hawilla, foi chamado pelo governo dos Estados Unidos a depor no caso Fifa nesta segunda-feira, na Suprema Corte do Brooklyn. Acompanhando de duas intérpretes, porque não fala inglês, e usando um balão de oxigênio, Hawilla descreveu as atividades de sua empresa, que começaram com anúncio em pontos de ônibus, depois em estádios de futebol e, por fim, a negociação dos direitos de transmissão e anúncios em campeonatos como a Copa América e a Libertadores da América.



Hawilla disse que pagava propina para Nicolas Leoz, ex-presidente da Conmebol, Julio Grondona, ex-presidente da Federação Argentina, morto em 2014, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, e ainda que foi sócio da empresa argentina TyC (Torneos y Competencias), responsável pelo pagamento de propina. Segundo ele, fora dos termos do contrato, a Torneos y Competências ficava responsável pelo pagamento das propinas, que apareciam nos balanços como “despesas”. A primeira vez que ele pagou propina foi para o Leoz, em 1991, quando negociava os contratos das Copas América de 1993, 95 e 97.


“Não lembro o valor total, mas foi entre US$ 400 mil e US$ 600 mil. Foi um erro. Eu não devia ter pago e me arrependo, mas se não pagasse eu poderia perder os direitos. Foi um erro porque abriu precedente para que toda vez que fôssemos assinar um contrato ele pedia dinheiro. Nos tornamos reféns. Se não pagasse, eles poderia dificultar a montagem das tabelas e os horários dos jogos. Quando se assina um contrato, não basta pagar. Tem que ter colaboração para agradar às TVs e aos patrocinadores”, contou o brasileiro.

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