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Oito meses após obter na Justiça as quebras de sigilos fiscal e bancário do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), de seu ex-assessor Fabrício Queiroz e de outras 93 pessoas e empresas, o MP (Ministério Público) do Rio avançou em diversas linhas de investigação.
As descobertas dos promotores contestam versões dadas pelo filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro e por Queiroz, apontado, nas palavras do MP, como operador financeiro de uma organização criminosa.
Entre as linhas de investigação estão o uso sistemático de funcionários fantasmas, os indícios de lavagem de dinheiro nas transações imobiliárias de Flávio e o envolvimento de Queiroz com o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, chefe do Escritório do Crime —grupo apontado como o responsável pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Ao longo das investigações, Queiroz deu versões conflitantes para explicar suas movimentações financeiras. O primeiro relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que deu origem a toda investigação do MP, já apontava que o ex-assessor movimentou de maneira atípica mais de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.
As quebras de sigilo revelaram que Queiroz recebeu 483 repasses de ex-assessores de Flávio, totalizando mais de R$ 2 milhões. O valor inclui não só depósitos e transferências identificadas para suas contas bancárias, mas também movimentações financeiras realizadas pelos funcionários de Flávio nos mesmos dias e valores de créditos não identificados para Queiroz —o que indicaria que o dinheiro foi depositado na boca do caixa, sem indicar a origem, ou entregue em mãos.
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