12414 visitas - Fonte: Carta Campinas
poiador incondicional do presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL), o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, realizou, entre abril de 2005 e outubro de 2014, durante os governos de Lula e Dilma, ambos do PT, 50 empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a expansão de suas atividades comerciais no país. Uma média de 5 empréstimos por ano, um a cada dois ou três meses.
Os empréstimos resultaram na abertura de quase 100 lojas em 13 estados do Brasil. No total, os empréstimos, com prazos de pagamento entre 60 meses (cinco anos) e 48 meses (quatro anos), totalizaram R$ 20,6 milhões. A informação foi publicada pelo jornalista Flávio ilha, no Jornal Extraclasse, do Rio Grande do Sul.
A reportagem ainda diz que os empréstimos fraudaram a modalidade. A planilha do BNDES, a que a reportagem do Extra Classe teve acesso mostra que a maioria dos contratos firmados pela Havan Lojas de Departamentos Ltda junto ao BNDES foi na modalidade Finame, que se destina à aquisição de máquinas e equipamentos nacionais para financiar produção industrial.
“A modalidade, segundo as regras do banco, não se ajusta a empresas de varejo. As taxas de juros dos empréstimos, além disso, variaram entre 3,1% e 8,7% ao ano – um “papagaio” em bancos comerciais, para pessoas jurídicas, costuma custar pelo menos três vezes mais. Todos os empréstimos foram repassados à Havan por bancos comerciais autorizados a operar com o BNDES. Grande parte dos repasses está concentrada em 2011 e 2012, justamente no momento em que a empresa alterou seu patamar de negócios. Hoje a rede tem 107 lojas distribuídas em 15 estados, com faturamento declarado de R$ 4,7 bilhões em 2016”, informa a reportagem.
Inconformado com a divulgação dos empréstimos que fez durante os governos do PT e na modalidade industrial, Luciano Hang entrou com processo contra o jornal ExtraClasse e perdeu tanto na primeira como na segunda instância.
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