2691 visitas - Fonte: Revista Fórum
Foragido da Justiça há mais de um ano, o ex-capitão do Bope, Adriano Mendonça da Nóbrega, miliciano ligado a Flávio Bolsonaro que lidera o grupo de extermínio Escritório do Crime, alugou uma mansão em um condomínio de luxo na Costa do Sauípe, no litoral da Bahia, ao custo de R$ 1 mil por dia, onde fez sua festa de aniversário, no dia 14 de janeiro.
Segundo reportagem de Chico Otavio e Vera Araújo, na edição desta quarta-feira (5) do jornal O Globo, foi na mansão que a polícia realizou uma operação frustrada no último sábado para prender o miliciano, que teria fugido em meio à mata.
No local, os policiais encontraram um carteira de identidade falsa que está sendo usada pelo miliciano, que teve mãe e ex-esposa empregada no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
No documento, Adriano adota o nome de Marco Antonio Linos Negreiros e aparece de barba na foto. Na identidade, emitida em 9 de junho de 2016 pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, o ex-Bope aparece como natural de Fortaleza. Ele preservou o primeiro nome da mãe, Raimunda, e do pai, José, alterando apenas o sobrenome de ambos.
O advogado de Adriano, Paulo Emílio Catta Preta, disse que está apurando com Júlia Motta, mulher de seu cliente, se houve abuso de autoridade por parte dos policiais que realizaram as buscas na Costa do Sauípe. Ele contou ter recebido a informação de que os agentes invadiram a mansão com fuzis, constrangendo mãe e filhas.
OPINIÃO THIAGO DOS REIS: Como o miliciano assassino foragido queria que os policiais entrassem em sua casa para prendê-lo? Desarmados? Talvez com um bolo e uma caixa de cerveja? Se é considerado CONSTRANGIMENTO policiais entrarem armados com fuzis para prender uma pessoa acusada de mais de 20 assassinatos, especialista em combates armados, então a polícia não pode mais agir em local algum. Outra dúvida é: quem está bancando toda essa grana?
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