1554 visitas - Fonte: Agora
A Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), avalia a possibilidade de fechar ruas, praças e avenidas da capital paulista como forma de aumentar o isolamento social na cidade. A possibilidade está em análise e o anúncio pode ser feito já nesta segunda-feira (13).
Segundo o prefeito Bruno Covas, "é necessário neste momento estudar formas de tornar mais forte esse isolamento social, então tanto a equipe estadual quanto a equipe do município estão verificando. Devemos anunciar, ao lado do João Doria, novas medidas se for o caso". A afirmação foi feita em entrevista à GloboNews, nesta sexta-feira (10).
Prefeitura de São Paulo avalia fechar algumas ruas da capital paulista para aumentar adesão ao isolamento social por conta da pandemia de coronavírus. - Thea Severino/Folhapress
A taxa de isolamento em São Paulo, de acordo com dados de monitoramento do governo paulista, caiu para 47%. Para conter propagação do novo coronavírus, taxa deve ser de pelo menos 70%, segundo avaliação da equipe técnica da administração estadual.
"Seja intervenção em algumas ruas, da mesma forma que a gente fez na região central e no Brás, seja colocar a Polícia Militar para prender as pessoas que se aglomeram. A gente está aqui com as equipes estudando e verificando de que forma, caso necessário, a gente pode anunciar medidas", completou Covas.
O prefeito afirmou que carros de som estão sendo utilizados para alertar a população de bairros nas periferias sobre a importância do isolamento social no combate a Covid-19. Ainda segundo ele, equipes de saúde da administração municipal estão visitando as pessoas "casa a casa para fazer este aviso".
Covas disse que a zona leste da capital paulista é a região mais afetada. "Estamos usando leitos de outras regiões da cidade para conseguir atender" o número crescente de pacientes no local.
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), segue a mesma linha. Ele afirmou, em entrevista à TV Globo, que este fim de semana será o termômetro para adoção ou não de medidas mais restritivas.
"Se nós não elevarmos para mais de 60% na próxima semana, a prefeitura [da capital] e o governo tomarão medidas mais rígidas. Eu queria evitar isso porque medidas mais rígidas significam que as pessoas poderão receber não só multa, advertência, mas também voz de prisão", disse.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.