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Morreu na primeira noite de 2021 padre Ticão, pároco da Paróquia de São Francisco de Assis, do setor Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo, onde liderou as lutas populares por décadas. Ticão morreu aos 68 anos, devido a seus problemas cardíacos -durante 42, foi sacerdote. Era líder da luta pela moradia e educação popular, pela legalização da maconha medicinal, da saúde popular e alternativa e defensor do aborto legal.
Padre Ticão dedicou-se, nos últimos três anos, aos temas vinculados à saúde popular e à construção de alternativas à medicina tradicional -ele era um crítico impiedoso da indústria farmacêutica. Assista, ao final desta reportagem, entrevista que ele concedeu, em agosto de 2019, ao canal Paz e Bem, associado ao 247. Na entrevista, ele afirmou, entre outras coisas, a necessidade do cuidado pessoal com a saúde: “seja médico de você mesmo". Defendeu “uma medicina preventiva, educativa, holística e integrativa”. A morte do sacerdote recoloca um tema de grande relevância: quem cuida dos cuidadores e cuidadoras?
O Hospital Santa Marcelina (HSM) Itaquera, onde ele estava internado, informou em nota oficial que “o paciente deu entrada na unidade, nesta quinta-feira (31), em decorrência de uma arritmia cardíaca e o diagnóstico de edema pulmonar, permanecendo internado sob cuidado intensivo e cardiológico. E na noite dessa sexta-feira (1), faleceu, após nova descompensação da arritmia cardíaca, seguida de parada cardiorrespiratória."
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