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Em uma carta enviada nesta sexta-feira (12) a Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, Robert Menendez, manifestou “preocupação” com observações feitas pelo presidente brasileiro e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em relação à eleição de Joe Biden. O democrata pediu que ambos “condenem” e “rejeitem” os ataques ao Capitólio.
“Os trágicos eventos de 6 de janeiro foram um ataque direto ao prédio do Capitólio, ao Congresso dos Estados Unidos e a um processo constitucional. Esses foram atos de terrorismo doméstico que resultaram em inúmeras mortes, e não foram, como afirmou o ministro Araújo, atos de "bons cidadãos”, diz o senador.
Segundo Menendez, são “falsas” as alegações de fraude na eleição americana e “o fato de Araújo ter defendido tais atos de terrorismo doméstico mostra o quão distante ele está da atual realidade nos Estados Unidos”.
“Araújo está priorizando essencialmente o relacionamento de seu governo com uma facção estreita e radical do espectro político dos Estados Unidos. Este é um erro estratégico significativo que pode ter ramificações para nossas relações diplomáticas no futuro”, disse Menendez. “Esses comentários não são ações de um aliado e podem prejudicar a parceria entre os Estados Unidos e o Brasil.”
Após as críticas a Araújo, o presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos pede uma “rejeição categórica” aos ataques ao Capitólio no dia 6 de janeiro.
“Qualquer coisa que não seja uma rejeição categórica aos ataques de 6 de janeiro não serve apenas para sustentar a narrativa de extremistas - também o faz em detrimento de nosso relacionamento bilateral”, afirmou Menendez no documento encaminhado ao presidente brasileiro.


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