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O editorial de jornais conservadores como O Estadão e o Globo dessa manhã escancaram o desespero em que entrou a direita imediatamente após o pronunciamento do ex-presidente Lula.
O Estadão inicia seu texto fazendo a mesquinha comparação entre Lula e Jair Bolsonaro como dois populistas que nunca desceram do palanque e que jamais governaram a não ser para satisfação de seus egos.
"Lula da Silva e Jair Bolsonaro nunca desceram do palanque. O petista, nem quando esteve preso; o presidente, nem diante de uma pilha de mortos.", diz o Estadão.
Merval Pereira d’O Globo compara Lula e Bolsonaro em termos diferentes, mas os iguala nos defeitos,quando diz:
"Nada como uma competição, dogma do sistema capitalista que nenhum dos dois, Bolsonaro ou Lula, aceita integralmente. Não gostam de privatizações, querem o Estado induzindo a economia brasileira, usando as estatais como fonte de recursos políticos e econômicos. "
Critica a evidente mudança de postura do governo Bolsonaro logo após o discurso de Lula e ironiza o uso de máscaras que passaram a adotar no Planalto, logo em seguida à fala do ex-presidente. Cita também a mudança de estratégia que beira à ingenuidade e que deve ter desorientado completamente os apoiadores desse governo. O filho do presidente apareceu nas redes sociais com um pedido/proposta para que apoiadores publicassem fotos de Bolsonaro com o slogan “A vacina é nossa arma”, se assemelhando ao governador Doria, conforme o jornalista.
Ambos os jornais passam então a propor a imediata união de partidos de centro para o lançamento de uma candidatura forte, que possa se opor tanto a Lula, quanto a Bolsonaro.
O Estadão acredita que " Esse objetivo, que nada tem de trivial, implica necessariamente que as forças do centro democrático sejam capazes de deixar as vaidades de lado e costurar uma candidatura única. No atual cenário, quando há quatro ou cinco possíveis candidatos desse campo para disputar uma eleição, é porque não há nenhum."
Passa a analisar os possíveis oponentes de Lula e Bolsonaro, passando por Doria e Mandetta para se ancorar firmemente na escolha do apresentador Huck como o melhor candidato para salvar o país.
Diz o Estadão:
"O fato é que, a despeito das perspectivas sombrias, o País tem salvação – não obviamente pelo messianismo dos populistas autoritários e oportunistas que atormentam o Brasil há tempos, mas pelo respeito à lei, à coisa pública e à racionalidade econômica.
Seja quem for o candidato designado para enfrentar os arruaceiros da democracia, deve ser um que aposte no Brasil ordeiro e pacífico, capaz de ser o País civilizado e desenvolvido com o qual sempre sonhamos."
Merval Pereira reconhece a sensatez de Lula e sua superioridade em estratégias para governar o caos que se instalou no país com a pandemia e sugere: "Um comitê de crise, uma informação constante, com orientação à população e, sobretudo, incentivar a vacinação e não desdenhar a ciência são medidas de bom senso."
Entretanto, Merval salienta que o Ministro Mandetta já havia tentado essa solução e foi descartado por Bolsonaro. Cita ainda o governador de São Paulo, na mesma linha de ação com relação à pandemia: "João Doria está fazendo desde os primeiros dias da pandemia. Com vantagem para Doria, que tem o Instituto Butantan e a vacina CoronaVac para imunizar os habitantes de São Paulo e ainda distribuir doses por outros estados."
A medida, então, não seria suficiente para um candidato forte para 2022.
Ambos os veículos concluem as matérias descartando Lula e Bolsonaro como igualmente prejudiciais ao futuro do Brasil. O Globo conclui:" Não podemos continuar a escolher o menos pior. Dois erros antigos não se transformam em um acerto."
O Globo ainda menciona Cirto Gomes e Eduardo Leite, esquecidos pelo Estadão.
O Estadão declara alto e em bom tom seu apoio incondicional ao apresentador Huck e conclui seu texto de forma inequívoca afirmando:
"Aos que, como o apresentador Luciano Huck, vacilam diante da pugna eleitoral – que deverá ser especialmente feroz numa disputa que envolverá dois veteranos da desfaçatez e da truculência, Lula e Bolsonaro –, resta rogar que anunciem sem demora sua decisão, dizendo em voz alta o que pretendem para o País e preparando o estômago para, se for o caso, enfrentar o vale-tudo dos palanques.
(...)
Seja quem for o candidato designado para enfrentar os arruaceiros da democracia, deve ser um que aposte no Brasil ordeiro e pacífico, capaz de ser o País civilizado e desenvolvido com o qual sempre sonhamos."
*Por Aurea Julio
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