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Em pleno ano eleitoral, Jair Bolsonaro resolveu exumar o caso do assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel e tenta, desta forma, retomar acusação sem base de crime político para criar confusão no pleito eleitoral, asssim como fez no passado ao criar a fantasiosa narrativa de que Fernando Haddad queria introduzir pedofilia nas escolas.
Assassinato em 2002 após um sequestro, as investigações da Polícia Civil concluíram que crime contra Daniel foi comum e seis homens foram presos, ou seja, não foi orquestrado por um grupo político, como iniste a narrativa de Bolsonaro.
Em redes sociais, é comum bolsonaristas mencionarem o assassinato sempre quando são enquadrados sobre as origens da suposta facada que Bolsonaro levou e que virou tema de um documentário na TV 247, produzido pelo jornalista Joaquim de Carvalho. O objetivo bolsonarista é tornar crime comum em político para confundir a eleição e misturam o assassinato de Celso Daniel à suposta facada contra Jair Bolsonaro.
Será lançado em breve um documentário sobre o crime, feito pelo cineasta Marcelo Felipe Sampaio, que entrevistou familiares de Celso Daniel, seu vice, João Avamileno, o secretário de Desenvolvimento Irineu Bagnariolli e o vereador Eduardo Suplicy (PT). O título será "Celso Daniel - Fragmentos de Verdades Sem Fim".
Sampaio dirigiu dois documentários sobre nazistas no Brasil: Eldorado – Mengele Vivo Ou Morto? e Trilha dos Ratos – A Fuga de Nazistas para América.
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