3772 visitas - Fonte: O Globo
O ex-ministro da Justiça, que está preso desde janeiro por causa de outro inquérito — o que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro —, prestou depoimento à PF nesta segunda-feira e negou ter interferido nos trabalhos da PRF.
Questionado sobre sua ida à Bahia nas vésperas do segundo turno, Torres afirmou que a viajou a convite de Márcio Nunes para visitar uma obra na superintendência da PF em Salvador. No entanto, investigadores suspeitam que Torres tenha ido à Bahia para pressionar o então superintendente da PF no estado, Leandro Almada, a realizar operações conjuntas com a PRF na data da eleição. A Bahia é um dos maiores colégios eleitorais do país e deu ampla vantagem a Lula no pleito.
Em seu depoimento à PF, Torres também afirmou que sua preocupação no período eleitoral era com crimes eleitorais, como compra de votos, independentemente de candidato ou partido.
Ele confirmou ter recebido, da Diretoria de Inteligência do ministério, uma planilha com os locais em que Lula e Jair Bolsonaro foram mais bem votados no primeiro turno, mas disse que não repassou esse documento à PRF. A suspeita é que essa planilha tenha servido de base para os bloqueios montados pelos policiais rodoviários federais nas estradas do Nordeste.
Em 30 de outubro, data do segundo turno, a PRF parou em suas blitze 324 ônibus em estradas do Nordeste, onde Lula obteve seus maiores índices de votação, enquanto no Centro-oeste foram 152; no Sudeste, 79; no Norte, 76; e no Sul, 65. A atuação na região foi considerada “desproporcional” pela nova direção da corporação.
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