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O Carnaval, maior celebração popular do Brasil, ainda é marcado por altos índices de assédio contra mulheres, o que leva à intensificação da campanha "Não é Não" neste ano. Dados do Instituto Locomotiva apontam que metade das brasileiras já sofreram assédio sexual durante a folia, e 73% temem passar por essa violência novamente. Entre mulheres negras, o índice de vítimas sobe para 52%, e 75% delas expressam medo de novas ocorrências. A pesquisa também revela que 86% das mulheres consideram que o assédio persiste no Carnaval, e 60% acreditam que a festa não se tornou mais segura com o tempo.
A secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino, alerta que o aumento dos casos está ligado à combinação de machismo estrutural, consumo de álcool e uma cultura de permissividade, onde muitos homens "criam para si um falso direito de invadir, tocar, constranger". Ela enfatiza que beijo forçado, toque sem consentimento e abraço indesejado são crimes de importunação sexual, com pena de um a dois anos de detenção, e não podem ser tratados como "coisa de Carnaval". A campanha conta com apoio da central sindical e ações do poder público para conscientizar a sociedade e incentivar denúncias, já que 97% das mulheres consideram importantes as iniciativas de combate ao assédio durante o período.
Com informações da CUT
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