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O mundo assistiu estarrecido a mais um espetáculo de desrespeito democrático vindo de Donald Trump. Após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar suas tarifas globais ilegais, o presidente reagiu de forma destemperada, disparando insultos contra os magistrados. Em um comportamento que beira o delírio, Trump chamou os juízes de "desonestos", "nojentos" e "desgraça para a nação", recorrendo à velha tática bolsonarista de inventar conspirações de "interesses estrangeiros" sem apresentar uma única prova.
A decisão histórica, por 6 votos a 3, foi liderada pelo presidente da Corte, John G. Roberts Jr., e colocou um freio na sanha arrecadadora de Trump. O tribunal entendeu que o presidente atropelou a lei ao usar uma norma de emergência econômica (IEEPA) para taxar parceiros comerciais, confiscando mais de US$ 200 bilhões desde o ano passado. Para o Judiciário, Trump simplesmente ultrapassou os limites legais de seu cargo, agindo como se estivesse acima das regras que regem o comércio internacional e a própria Constituição.
A fúria de Trump não poupou nem mesmo os magistrados que ele próprio indicou para as vagas, como Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett. Ao vê-los seguindo a lei em vez de suas ordens pessoais, o presidente os rotulou de "desleais" e "antipatriotas". Esse ataque direto aos seus antigos aliados revela a face mais perversa do extremismo: a exigência de submissão total das instituições à vontade do líder, tratando juízes independentes como se fossem "golpistas" por simplesmente cumprirem seu papel constitucional.
Visivelmente transtornado, o presidente utilizou uma coletiva de imprensa para inflamar sua base contra a Corte, afirmando que os juízes seguem uma agenda para enfraquecer o país. É o mesmo roteiro autoritário que já conhecemos bem no Brasil, onde ataques à credibilidade da justiça servem de combustível para movimentos antidemocráticos. Trump tenta pintar a si mesmo como vítima de um sistema que, na verdade, está apenas impedindo que ele governe por decretos ilegais e abusivos.
Mesmo derrotado judicialmente, Trump prometeu continuar sua ofensiva comercial, anunciando novas tarifas de 10% amparadas em brechas da Lei de Comércio de 1974. No entanto, sua soberba esbarra na necessidade de aprovação do Congresso para manter essas taxas a longo prazo. O presidente também ameaçou usar investigações para "proteger o país", sinalizando que pretende usar a máquina pública como arma de retaliação contra nações e empresas que não se curvarem ao seu protecionismo agressivo.
O episódio serve como um alerta para as democracias globais sobre os perigos de governantes que não aceitam limites. Enquanto Trump samba sobre o ordenamento jurídico e ataca a honra dos juízes, as instituições americanas tentam resistir ao autoritarismo. A derrota de Trump na Suprema Corte não é apenas uma questão econômica, mas uma vitória da legalidade contra quem acredita que o poder executivo é um cheque em branco para perseguir inimigos e ignorar tratados internacionais.
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Com informações do DCM
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