505 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou duramente a Folha de S.Paulo neste domingo (22) após a publicação da reportagem "Brasileiro trabalha menos que a média mundial; veja rankings". Em publicação nas redes sociais, Gleisi afirmou que o jornal adota a mesma postura histórica de setores que se opuseram à abolição da escravatura. "Reservar pelo menos dois dias por semana para cuidar da família e da própria vida é um direito que a Folha não quer reconhecer e ainda por cima tenta estigmatizar como preguiça. É o mesmo preconceito dos que foram contra a abolição do trabalho escravo dois séculos atrás", escreveu.
A ministra reagiu ao trecho da matéria que afirma que "o brasileiro não trabalha muito" e "nem pode ser considerado particularmente esforçado". Gleisi destacou que a cobertura faz parte de uma ofensiva contra a proposta de redução da jornada de trabalho, defendida pelo governo Lula e em tramitação no Congresso. "Se for mesmo verdadeiro que o tempo médio de trabalho no país seria de 40,1 horas por semana, como diz estudo citado pelo jornal, qual seria o problema de reduzir na lei a jornada de 44 para 40 horas semanais?", questionou. O debate envolve diferentes propostas legislativas, incluindo a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que prevê jornada de 36 horas em quatro dias de trabalho, e o projeto do Executivo que tramita na Câmara.
A campanha da @folha contra o fim da escala 6x1 chegou ao extremo de tachar como preguiçosos os trabalhadores brasileiros na manchete deste domingo. Se for mesmo verdadeiro que o tempo médio de trabalho no país seria de 40,1 horas por semana, como diz estudo citado pelo jornal,…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) February 22, 2026