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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou, nesta segunda-feira (23), o resgate da credibilidade internacional do Brasil ao ser recebido com honrarias de Estado em Seul. Após um período de isolamento diplomático provocado pelo governo anterior, a visita à Coreia do Sul marcou o encerramento de um ciclo estratégico de aproximação com o Sudeste Asiático. O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, recepcionou Lula com entusiasmo, destacando que a presença do mandatário brasileiro simboliza o renascimento da democracia e a força de um líder que superou perseguições políticas para recolocar seu país no centro do dinamismo econômico mundial.
A sintonia entre os dois líderes foi evidenciada pela assinatura de dez acordos de cooperação que abrangem setores vitais como semicondutores, inteligência artificial e transição energética. Lula destacou que o Brasil possui um papel fundamental nas cadeias de minerais críticos e terras raras, fundamentais para a nova economia verde. Ao contrário do descaso visto na gestão de Bolsonaro e sua prole, que afastaram parceiros comerciais com declarações ideológicas rasteiras, o governo atual foca na agregação de valor e na inovação tecnológica para gerar empregos e desenvolvimento real para o povo brasileiro.
Um dos momentos mais impactantes da visita foi o reconhecimento público da trajetória de Lula por Lee Jae Myung. O líder sul-coreano, que também possui origem humilde, comparou sua vida à do brasileiro e classificou a democracia como a ferramenta mais eficaz para o progresso social. Em uma crítica implícita ao autoritarismo que ameaçou as instituições brasileiras recentemente, Myung celebrou a resiliência de Lula diante do que chamou de "caminho do calvário", referindo-se aos ataques golpistas e à destruição institucional promovida pela extrema-direita nos últimos anos.
No âmbito econômico, a parceria foi elevada ao nível de Parceria Estratégica, com um plano de ação detalhado para os próximos três anos. Os acordos incluem desde a integração comercial e produtiva até o fortalecimento de pequenas e médias empresas e startups. A agenda também priorizou a saúde, com protocolos para a produção conjunta de vacinas e medicamentos, e a agricultura, buscando segurança sanitária e inovação no campo. Essa articulação demonstra que o Brasil abandonou a postura de pária internacional para se tornar um aliado indispensável nas discussões globais sobre tecnologia e sustentabilidade.
Lula recordou que o hiato de visitas presidenciais brasileiras à Coreia do Sul desde 2010 era incompatível com a relevância dos laços econômicos entre as nações. Ele enfatizou a necessidade de unir lideranças comprometidas com valores democráticos para combater o extremismo e a desinformação que ainda assolam o mundo. Além da economia, o presidente exaltou a conexão cultural e a presença da comunidade coreana no Brasil, reforçando que a diplomacia ativa e altiva é o único caminho para assegurar a soberania nacional e o bem-estar da população vulnerável.
A segurança pública também foi pauta, com um memorando entre a Polícia Federal e a agência coreana para combater o crime organizado transnacional. A visita encerra um ciclo de missões que incluiu potências como China, Índia e Japão, reafirmando que o Brasil voltou a dialogar com as maiores economias do mundo sem submissão e com foco nos interesses nacionais. Enquanto o bolsonarismo tentou destruir as pontes diplomáticas, a gestão Lula demonstra que a retidão e a coragem são as bases para um futuro próspero e respeitado globalmente.
Veja a publicação no X:
Com todo o povo coreano, dou as mais calorosas boas-vindas à visita de Estado do respeitado Presidente Lula à República da Coreia.
— ??? (@Jaemyung_Lee) February 22, 2026
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Como ex-operário infantil, o senhor provou com todo o seu corpo… https://t.co/asPI4hmH3u