A extrema-direita brasileira vive um domingo de guerra aberta e baixaria pública. O vereador Carlos Bolsonaro, conhecido como "02", partiu para o ataque direto contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, expondo o racha profundo que consome o partido. O conflito escalou após Valdemar afirmar que a legenda tem autonomia para indicar candidatos nas eleições de 2026, desafiando a tentativa do clã de manter o controle absoluto sobre as decisões partidárias. Carlos, demonstrando o autoritarismo típico da família, rebateu que a palavra final deve ser de Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos na prisão da Papudinha.
Incapaz de aceitar qualquer sombra de democracia interna, Carlos Bolsonaro insinuou que o partido está abandonando o ex-mandatário à própria sorte. Em suas redes sociais, o "02" classificou a situação como “estranha” e reafirmou que o pai está "confeccionando" uma lista de apoiados diretamente da cela. O desespero do clã em manter a hegemonia ignora os acordos pragmáticos de Valdemar, que tenta equilibrar os interesses do partido com outras legendas de direita, como o PP de Ciro Nogueira.
Veja:
A fala não foi minha, foi do Presidente Jair Bolsonaro e ninguém disse que não conversamos com ninguém e que ninguém poderia indicar governadores. O que me foi orientado é que ele faria uma lista de candidatos que ele apoiaria. Creio que o PL poderia dar uma força inclusive em… pic.twitter.com/v9Qt3aujpD
O epicentro do embate está em Santa Catarina, onde a família Bolsonaro tenta impor uma "chapa pura" ao Senado com Carlos e a deputada Caroline de Toni. Esse movimento atropela as negociações de Valdemar, que já havia sinalizado apoio à reeleição de Esperidião Amin (PP). Ao tentar forçar sua candidatura em um estado que não é sua base, Carlos desorganiza a política local e mostra que os interesses pessoais da prole estão sempre acima das estratégias coletivas da própria direita que dizem liderar.
A fúria de Carlos também sobrou para a ala jovem do partido. Ele acusou o PL de estar "organizado" para atacar os filhos de Bolsonaro, reagindo a postagens que mostravam Eduardo Bolsonaro, o "03", falando em tom de conformismo sobre a possível morte ou prisão perpétua do pai. O ambiente de desconfiança mútua é tão grande que Carlos prometeu tratar o tema com "seriedade", chamando indiretamente seus próprios correligionários de "malucos, caducos ou sonsos", o que evidencia o clima de "salve-se quem puder" no bolsonarismo.
Enquanto Jair Bolsonaro amarga seus dias na Papudinha por sua participação na trama golpista contra a democracia brasileira, seus filhos seguem alimentando o caos para evitar o ostracismo político. A briga com Valdemar Costa Neto deixa claro que o PL é hoje um partido refém de uma família que repudia qualquer tipo de liderança que não seja a sua. O racha interno não é por ideologia, mas por controle de verbas partidárias e pela sobrevivência de um projeto de poder que agoniza diante da justiça.
O desfecho dessa crise deve definir o tamanho da influência que o clã ainda terá nas próximas eleições. Por enquanto, o que se vê é um espetáculo de traições e ataques de pelanca digitais, típicos de quem se vê acuado. Enquanto o "02" tenta dar ordens de longe, Valdemar joga com o pragmatismo de quem sabe que o bolsonarismo raiz é um fardo cada vez mais pesado para um partido que sonha em ser viável sem as loucuras autoritárias da família.
Com informações do DCM
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.