1321 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O Brasil assistiu estarrecido a mais um capítulo da podridão deixada pela gestão de Jair Bolsonaro. Na sessão desta segunda-feira (23) da CPMI do INSS, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) desmascarou o que chamou de "BolsoMaster", um esquema criminoso montado dentro do governo anterior para enriquecer aliados através do Banco Master. A blindagem da quadrilha ficou evidente quando o ministro André Mendonça, o "terrivelmente evangélico" indicado por Bolsonaro, autorizou que o pivô do escândalo, Daniel Vorcaro, fugisse do depoimento, impedindo que perguntas cruciais sobre o destino do dinheiro público fossem respondidas.
Pimenta detalhou com precisão como um banco anteriormente desconhecido passou a operar de forma agressiva no sistema financeiro sob a proteção de Roberto Campos Neto, o infiltrado bolsonarista no Banco Central. A investigação aponta que Vorcaro, por meio de seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, despejou as maiores doações registradas na última eleição para as campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. O parlamentar questionou a razão de tal "generosidade", ligando diretamente o financiamento eleitoral aos privilégios concedidos à instituição financeira para aplicar golpes bilionários em títulos podres.
A promiscuidade entre o Estado e o Banco Master escandaliza pela presença de ex-ministros de Bolsonaro, como João Roma e Ronaldo Bento, em cargos de diretoria na instituição. Além deles, Flávia Perez, ex-secretária-geral da Presidência, também possui laços diretos com a cúpula do banco. O esquema contou ainda com a participação de governadores da extrema-direita, como Cláudio Castro (RJ) e Ibaneis Rocha (DF), que entregaram bilhões de reais das previdências de servidores públicos para as mãos deste grupo criminoso sob o silêncio cúmplice do Banco Central.
Ao verem as digitais do clã Bolsonaro expostas, os parlamentares da oposição entraram em colapso. O deputado bolsonarista José Medeiros (PL-MT) protagonizou um verdadeiro surto, gritando ofensas e desafiando a autoridade do presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG). Medeiros, demonstrando o típico desprezo bolsonarista pelas instituições, chegou a afirmar que só sairia do plenário através do uso da força policial, forçando a suspensão temporária dos trabalhos após atacar o presidente da CPMI por não censurar as denúncias da bancada progressista.
A defesa da ética e do patrimônio público prevaleceu quando a sessão foi retomada, com o presidente Viana repreendendo a postura antidemocrática de Medeiros. O líder petista reiterou que o caso Master é um "filho" legítimo do método bolsonarista de governar, onde o bem público é loteado entre pastores e banqueiros amigos em troca de apoio político e financiamento de campanha. A CPMI agora foca em seguir o rastro do dinheiro que saiu do suor do servidor brasileiro para abastecer as contas da extrema-direita.
Este escândalo financeiro, classificado como o maior já investigado no Brasil, reafirma que o governo Bolsonaro não foi apenas um deserto de políticas sociais, mas um canteiro de obras para esquemas bilionários de corrupção. Enquanto a verdade emerge, a justiça se aproxima daqueles que transformaram o Banco Central e os ministérios em balcões de negócios. O povo brasileiro exige que cada centavo roubado dos fundos previdenciários seja devolvido e que os arquitetos do "BolsoMaster" sejam devidamente responsabilizados na cadeia.
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— Revista Fórum (@revistaforum) February 24, 2026
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