685 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A justiça brasileira enfrenta uma de suas crises éticas mais profundas com as revelações estarrecedoras envolvendo o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Relator do processo que, de forma vergonhosa, absolveu um homem pelo estupro de uma criança de 12 anos sob a tese bizarra de "vínculo afetivo", o magistrado agora é alvo de denúncias de crimes sexuais praticados por ele mesmo. O mandato da deputada federal Duda Salabert acionou o CNJ e o Ministério Público após receber relatos de pelo menos seis vítimas, algumas afirmando terem sido abusadas pelo juiz quando tinham apenas 14 anos.
A gravidade dos fatos levou o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, a instaurar um Pedido de Providências imediato, dando cinco dias para que o magistrado e o TJMG se expliquem. O caso ganha contornos de filme de horror: enquanto Magid Nauef Láuar utilizava argumentos que atropelam a jurisprudência do STJ para soltar um agressor de vulnerável, vítimas surgiam para denunciar que o próprio julgador teria tentado abusar de jovens no passado. Parlamentares como Bella Gonçalves (ALMG) também confirmaram ter recebido novos relatos, reforçando o pedido de afastamento cautelar do desembargador.
A decisão da 9ª Câmara Criminal, capitaneada pelo denunciado, é uma afronta direta à proteção da infância, uma vez que a lei brasileira é clara: o consentimento de menores de 14 anos é irrelevante para a configuração do crime de estupro. Ao ignorar a Súmula 593 do STJ e soltar o réu em pleno Carnaval, o magistrado abriu uma ferida institucional que agora expõe seu próprio histórico. O TJMG confirmou a abertura de procedimento administrativo, mas a sociedade exige celeridade para que a pergunta de Duda Salabert não fique sem resposta: "Pode um pedófilo julgar pedófilos?".
Assista:
??Recebi 4 DENÚNCIAS de pessoas que afirmam ter sido vítimas de violência sexual do DESEMBARGADOR que inocentou o pedófilo de 35 anos que estuprou uma menina de 12 anos.
— Duda Salabert (@DudaSalabert) February 23, 2026
Diante da gravidade, acionei o MP e CNJ para apuração. pic.twitter.com/M86GtSgjRP