143 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O mundo assiste com horror a mais um episódio de barbárie protagonizado por Donald Trump. Nesta quarta-feira (25), o presidente dos Estados Unidos cruzou todas as linhas da decência ao afirmar que as deputadas democratas Ilhan Omar e Rashida Tlaib deveriam ser "internadas" e expulsas do país. O ataque furioso aconteceu após as parlamentares exercerem seu direito democrático de criticar a política migratória assassina do governo durante o discurso do Estado da União. Para Trump, a crítica política de mulheres muçulmanas não é um direito, mas um sintoma de "perturbação mental", revelando sua face mais autoritária e misógina.
A lógica de Trump é a mesma que alimenta o bolsonarismo no Brasil: a desumanização do adversário. Ao chamar as congressistas de "lunáticas e doentes", ele tenta silenciar vozes que denunciam as atrocidades cometidas pela fiscalização migratória (ICE). Mais grave ainda é a declaração de que elas deveriam voltar "para seus países de origem", ignorando deliberadamente que ambas são cidadãs americanas. É o racismo explícito servindo de política de Estado, onde o pertencimento ao país é questionado com base na religião e na cor da pele, tratando cidadãs eleitas como estrangeiras indesejadas.
Não satisfeito com o ataque pessoal, Trump utilizou teorias conspiratórias para criminalizar comunidades inteiras. Ele acusou somalis de fraudes e comparou imigrantes a "piratas" para justificar o envio de agentes federais armados ao estado de Minnesota. Essa tática de criar inimigos internos para justificar a repressão militarizada é o sonho de consumo de qualquer aspirante a ditador. Enquanto isso, organizações de direitos humanos alertam que o clima de medo imposto pelo governo está destruindo famílias e transformando os Estados Unidos em um laboratório de perseguição política sob o pretexto da segurança nacional.
As reações foram imediatas e contundentes. Lideranças democratas classificaram as falas como xenófobas e vergonhosas, enquanto o Conselho de Relações Americano-Islâmicas denunciou a intolerância religiosa do presidente. A postura de Trump não é apenas um insulto às deputadas Tlaib e Omar; é um ataque direto ao coração da democracia e aos direitos civis. Quando um líder mundial sugere a internação e o banimento de opositores, ele está enviando um sinal verde para que o ódio e a violência política se normalizem nas ruas.
Essa sanha persecutória de Trump encontra eco na extrema-direita brasileira, que aplaude cada gesto de autoritarismo vindo de Washington. A semelhança entre mandar deputadas "voltarem para onde vieram" e os discursos de Bolsonaro contra as minorias não é coincidência; faz parte de uma estratégia global de erosão das liberdades individuais. É o uso do poder para proteger privilégios e esmagar quem ousa denunciar que as mãos do governo estão manchadas com o sofrimento de famílias imigrantes e cidadãos marginalizados.
O cenário nos Estados Unidos é um alerta para o Brasil e para o mundo: o fascismo se alimenta do silêncio e da omissão. É necessário repudiar com veemência cada declaração racista e xenófoba de Donald Trump, garantindo que o ódio não se torne a regra. A resistência das deputadas Ilhan Omar e Rashida Tlaib é a resistência de todos que acreditam que a crítica ao governo é um pilar da liberdade, e não um motivo para internação ou exílio. O mundo não pode aceitar que a maior potência do planeta seja governada por quem despreza a dignidade humana.
Com informações do DCM
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