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O senador Flávio Bolsonaro protagonizou uma cena de puro sentimentalismo político nesta quarta-feira (25) ao chorar publicamente pela situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue preso no Complexo da Papuda. Atrás das lágrimas, no entanto, esconde-se uma estratégia nítida de autopromoção: o senador utilizou o momento de fragilidade da família para reforçar sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026. Ao afirmar que "o pai não merece o que está passando", Flávio ignora as condenações judiciais e tenta transformar um criminoso comum em vítima, buscando sensibilizar uma base eleitoral cada vez mais fragmentada.
O choro de Flávio ocorre em um cenário de profunda desunião dentro do clã. Enquanto ele tenta se viabilizar como o "caminho para o país", os bastidores fervem com ataques entre os próprios familiares. No final de 2025, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro já havia criado um mal-estar generalizado ao peitar decisões do partido, forçando o senador a um humilhante pedido público de desculpas. A tentativa de Flávio de mostrar uma "família unida" na dor não esconde o fato de que o bolsonarismo hoje é um campo de batalha onde cada um luta pelo que restou do capital político do patriarca encarcerado.
O desespero da prole é evidente nas cobranças públicas feitas por Eduardo Bolsonaro, que não hesitou em atacar Michelle e Nikolas Ferreira pela falta de empenho na campanha do irmão. Essa "fritura" interna expõe que a lealdade no grupo só existe quando há cargos em jogo. Flávio tenta minimizar os danos, falando em "desavença zero", mas os ruídos constantes com figuras como o governador Tarcísio de Freitas mostram que ninguém quer carregar o fardo de um sobrenome manchado pela prisão sem receber algo muito grande em troca.
Ao descrever a "aflição" das visitas ao presídio, Flávio tenta humanizar uma trajetória marcada por ataques às instituições e à democracia. Para o campo progressista, as lágrimas do senador não apagam o histórico da família que flertou com o golpe e o autoritarismo. A tentativa de transformar a Papuda em palanque eleitoral é apenas o último recurso de quem vê o poder escapar pelas mãos. Flávio quer o voto do povo sob o pretexto da compaixão familiar, mas seu projeto continua sendo o mesmo que levou o Brasil ao abismo nos últimos anos.
A estratégia de vitimização é uma ferramenta clássica da extrema-direita para fugir da responsabilidade pelos seus atos. Enquanto Lula trabalha para reconstruir o Brasil e apagar o rastro de destruição deixado pelo governo anterior, a prole Bolsonaro se ocupa em gerenciar crises domésticas e chorar em eventos partidários. O "caminho" que Flávio afirma querer mostrar ao país é, na verdade, um beco sem saída fundamentado no culto à personalidade e no desprezo pela justiça, que finalmente alcançou o líder do clã.
A realidade é que o bolsonarismo está acuado e sem rumo. O choro de Flávio Bolsonaro não é por amor ao país, mas pelo medo do ostracismo político e da continuidade das investigações que podem atingir a todos. A tentativa de selar uma paz forçada com Michelle e Tarcísio é apenas uma fachada para tentar manter viva uma estrutura que se sustenta no ódio e na manipulação. O povo brasileiro já conhece esse teatro e sabe que, por trás de cada soluço no palanque, existe a sede insaciável de um clã que nunca aceitou as regras da democracia.
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