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A ex-secretária de Estado Hillary Clinton enfrentou, nesta quinta-feira (26), a comissão de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara em um depoimento marcado pela tensão política. De forma contundente, ela afirmou não possuir qualquer informação sobre as atividades criminosas de Jeffrey Epstein e desmascarou a tentativa da maioria republicana de utilizá-la como cortina de fumaça. Hillary não se limitou à defesa: ela partiu para o ataque e exigiu que os legisladores coloquem o atual presidente Donald Trump sob juramento para responder sobre suas próprias conexões com o financista desonrado.
A convocação dos Clintons é vista por aliados e porta-vozes como uma manobra política desesperada dos republicanos para associar o escândalo a figuras democratas. Enquanto Hillary sequer aparece nos arquivos de Epstein, Donald Trump é citado diversas vezes e aparece em fotos ao lado do milionário. Mais grave ainda, arquivos revelados recentemente expõem um e-mail de 2019 onde Epstein afirma categoricamente que Trump "sabia" sobre as "garotas". O depoimento de Hillary, realizado em sua residência em Chappaqua, serve para lembrar ao país que a verdadeira proximidade com o criminoso parece morar na Casa Branca.
O cerco contra a família democrata incluiu até ameaças de denúncia por desacato após conflitos de agenda em 2025, o que foi denunciado pelo casal em janeiro como uma clara perseguição do deputado republicano James Comer. Na sexta-feira (27), será a vez do ex-presidente Bill Clinton prestar depoimento. Embora apareça em fotos antigas e voos particulares com Epstein, a defesa de Bill é enfática: ele rompeu relações muito antes dos crimes virem à tona e não há acusações formais contra ele. A estratégia democrata é clara: não permitir que imagens de 20 anos atrás sejam usadas para proteger Trump de suas responsabilidades atuais.
Enquanto a extrema-direita tenta transformar a comissão em um tribunal ideológico, Hillary Clinton reafirmou que a justiça deve focar em quem realmente tinha convivência e conhecimento das atrocidades de Epstein. A pressão agora recai sobre os republicanos, que precisam explicar por que insistem em blindar Trump enquanto perseguem adversários políticos sem provas concretas nos arquivos do caso. O clima em Washington é de uma guerra de narrativas onde a verdade sobre a rede de Epstein corre o risco de ser soterrada pelo jogo político de Donald Trump e seus aliados.
Essa tentativa de desviar o foco é uma tática conhecida do atual governo para esconder suas próprias fragilidades morais. No entanto, a firmeza de Hillary ao sugerir que Trump deponha sob juramento eleva o tom do debate e coloca a oposição republicana em uma posição defensiva. O povo americano merece saber quem realmente frequentava as ilhas e festas de Epstein por conivência criminosa e quem está apenas sendo alvo de uma máquina de difamação política orquestrada pelo comando republicano na Câmara.
A batalha pelos arquivos de Epstein continua a expor as vísceras do poder nos Estados Unidos. Com o depoimento de Bill Clinton marcado para amanhã, a expectativa é que a defesa da honra da família e a exposição das contradições de Trump sigam no centro das atenções. Hillary Clinton deixou claro: não aceitará ser o bode expiatório de um presidente que possui explicações muito mais urgentes e comprometedoras a dar à sociedade e à justiça.
Com informações do G1
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