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O Brasil enfrenta mais um episódio estarrecedor de corrupção que atinge em cheio a dignidade dos nossos idosos. A Polícia Federal aponta que Anderson Pomini, atual presidente do Porto de Santos e aliado próximo do ministro Márcio França, recebeu um cheque de R$ 250 mil que teria como destino final Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS. A investigação, batizada de Operação Sem Desconto, revela um esquema criminoso de descontos indevidos em aposentadorias que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
A tentativa de Pomini de justificar o valor como "honorários por serviços prestados ao PSB" ruiu rapidamente. O próprio partido, através de seu então presidente Carlos Siqueira, desmentiu o advogado de forma contundente, afirmando que o trabalho foi feito de forma gratuita (pro bono) e que a legenda jamais autorizou ou tomou conhecimento de qualquer pagamento. Se o PSB não pagou, a pergunta que fica é: por que empresas ligadas a desvios no INSS depositaram essa fortuna na conta de um homem de confiança do governo?

Presidente da Conafer diz em 2022 que precisa ‘gastar mais’ para se preparar para a nova Presidência do INSS. Foto: Reprodução
O esquema é profundo e revoltante. A PF indica que a Conafer, associação investigada, recebeu R$ 708 milhões do INSS, sendo que R$ 640 milhões teriam sido desviados por empresas de fachada. Stefanutto, identificado sob o codinome "Italiano", teria recebido um total de R$ 4 milhões em propinas, operadas por uma rede que envolvia desde escritórios de advocacia até uma pizzaria. Mensagens interceptadas mostram o ex-chefe do INSS em pânico quando o cheque de R$ 250 mil foi compensado antes do combinado, evidenciando a natureza ilícita da transação.
Enquanto o governo Lula e o campo progressista lutam para moralizar as instituições e proteger o trabalhador, figuras indicadas por setores do "centrão" e aliados fisiológicos parecem continuar operando nas sombras do Estado. Márcio França tentou se distanciar do caso, mas o fato é que Pomini é sua indicação direta e possui mandato na Autoridade Portuária até 2027. É urgente que o Porto de Santos, patrimônio nacional, seja blindado contra indivíduos que usam o prestígio público para supostamente intermediar o roubo de aposentados.

Presidente da Conafer e Cícero citam os R$ 250 mil mensais ao “Italiano” e a lista dos “notáveis”. Foto: Reprodução
A sociedade exige punição máxima para quem lucra com a miséria alheia. Tirar dinheiro de quem trabalhou a vida inteira e depende de cada centavo do INSS é um crime de torpeza moral incalculável. A Polícia Federal e o STF devem seguir até o fim para desmantelar essa "lista de notáveis" que se banquetearam com recursos públicos. Não há espaço para "passar pano" para quem, sob o pretexto de advogar, serve de ponte para o suborno e a corrupção sistêmica que assola o Rio de Janeiro e o Porto de Santos.
A transparência deve ser a regra, e a exoneração de quem está sob suspeita grave deveria ser o primeiro passo para resgatar a moralidade na administração portuária. O povo brasileiro não aceita mais que o "Italiano" e seus comparsas continuem dando as cartas enquanto o aposentado vê seu benefício ser saqueado por associações de fachada. É hora de limpeza geral e justiça para as vítimas desse esquema vergonhoso.
Com informações do DCM
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