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O sistema judiciário brasileiro assiste a mais um capítulo de perseguição política orquestrada por remanescentes do bolsonarismo. O ministro André Mendonça, indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente por critérios ideológicos, antecipou-se à própria CPMI do INSS e autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A decisão, tomada em janeiro, escancara a sanha de setores ligados ao antigo governo em tentar desgastar o presidente Lula através de ataques à sua família, utilizando a máquina pública para reviver métodos de investigação seletiva.
Mendonça, que se tornou relator do caso que apura irregularidades no INSS, parece ignorar a presunção de inocência para alimentar narrativas da extrema-direita. O ministro também conduz processos sensíveis envolvendo o Banco Master, revelando um acúmulo de poder nas mãos de quem foi alçado ao cargo para servir a uma agenda conservadora e punitivista contra o campo progressista. A autorização para que provedores de internet preservem e-mails e dados de Lulinha é uma medida drástica que ocorre sem que haja qualquer prova concreta de crime, baseando-se em suposições que a defesa já classificou como "fofocas e vilanias".
A investigação tenta ligar o filho do presidente a supostos repasses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", preso desde o ano passado. No entanto, o que se vê é a tentativa de fabricar um escândalo a partir de citações isoladas e sem fundamentação documental. O advogado Marco Aurélio de Carvalho foi enfático ao denunciar que o objetivo central dessas ações não é a busca pela verdade, mas sim uma tentativa desesperada de prejudicar a imagem de Lula e a estabilidade do governo federal através de um processo de lawfare desenfreado.
Diferente da postura omissiva da família Bolsonaro diante das investigações sobre rachadinhas e joias desviadas, o presidente Lula mantém sua integridade inabalável. O petista já deixou claro que, se houver qualquer irregularidade, as consequências devem ser aplicadas, mas reafirmou a confiança em seu filho e o direito sagrado à defesa. Essa transparência contrasta com a obscuridade das manobras judiciais lideradas por ministros que parecem ainda estar vinculados ao projeto político derrotado nas urnas em 2022.
O uso político da Polícia Federal e do Judiciário para perseguir familiares de opositores é uma marca que o Brasil luta para apagar. Ao autorizar uma devassa completa na vida de Lulinha, Mendonça atende aos anseios de uma bancada bolsonarista que, na CPMI, protagonizou cenas de barbárie e agressão. É um cerco que tenta asfixiar o governo em múltiplas frentes, utilizando-se da fragilidade de terceiros para tentar atingir o coração do projeto de reconstrução nacional liderado por Lula.
O acompanhamento da investigação sob a supervisão do STF exige vigilância redobrada das forças democráticas. O país não pode permitir que a justiça seja usada como arma de guerra política por quem tem gratidão eterna a um ex-presidente golpista. A verdade sobre o caso do INSS deve aparecer, mas não sob o signo da seletividade e do arbítrio de quem parece estar mais preocupado em criar manchetes negativas do que em garantir um processo judicial isento e respeitador dos direitos civis.
Com informações da Fórum
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