332 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou nesta semana o compromisso do governo Lula com a reindustrialização do Brasil ao defender o aumento do imposto de importação sobre mais de mil produtos. A medida, que possui um caráter regulatório estratégico, visa corrigir distorções históricas e proteger a produção nacional contra a concorrência predatória estrangeira. Segundo Haddad, a iniciativa é fundamental para incentivar que empresas globais instalem suas fábricas em território brasileiro, gerando empregos e renda para o nosso povo, em vez de apenas enviar produtos prontos de fora.
O impacto para o consumidor final será mínimo, visto que mais de 90% dos itens atingidos pela nova tarifação já possuem similares fabricados no Brasil. No caso dos smartphones, por exemplo, o governo foi preciso: 95% dos aparelhos vendidos no país já são produzidos por nossa indústria instalada, e a taxação recairá apenas sobre os 5% que insistem na importação. É uma política clara de valorização do que é "Made in Brazil", garantindo que o mercado interno seja um motor de crescimento para as empresas que apostam no desenvolvimento do nosso país.
Além do fortalecimento industrial, a medida é um pilar importante para a saúde financeira do Estado, com uma estimativa de reforço na arrecadação de R$ 14 bilhões por ano. Esse montante é essencial para que o governo Lula alcance as metas fiscais de 2026, permitindo a continuidade de investimentos em áreas sociais prioritárias. Setores como o de equipamentos médicos e industriais estão no radar, mas o Ministério do Desenvolvimento já garantiu que componentes sem similar nacional continuarão com tarifa zero, mantendo o equilíbrio e a inovação tecnológica.
Enquanto a oposição e setores dependentes do capital estrangeiro tentam pintar um cenário de aumento de custos, a realidade mostra que o governo está criando um ambiente propício para a soberania produtiva. Caldeiras, tratores, robôs e até equipamentos laboratoriais agora possuem uma camada extra de proteção. Haddad ressaltou que a norma não é rígida e permite revisões constantes, garantindo que o Brasil tenha flexibilidade para baixar tarifas caso a produção interna ainda não supra a demanda, sempre priorizando o interesse nacional.
A viagem de Lula e Haddad à Índia e à Coreia do Sul reforçou a visão de que o Brasil deve ocupar um lugar de destaque nas cadeias globais de valor, não apenas como exportador de commodities, mas como um polo industrial tecnológico. Ao elevar as alíquotas em até 7,2 pontos percentuais, o governo envia um recado direto ao mercado internacional: quem quiser vender para o imenso mercado brasileiro terá que considerar produzir aqui, utilizando mão de obra nacional e contribuindo para a nossa economia real.
Essa postura firme contra a desindustrialização é o oposto do que foi visto em gestões passadas, que abriram as fronteiras de forma irresponsável e destruíram postos de trabalho qualificados. Com Haddad na Fazenda, o foco volta a ser a proteção de quem produz e trabalha no Brasil. A correção dessas distorções tarifárias é o caminho para um país mais forte, menos dependente de flutuações externas e mais justo com sua própria classe trabalhadora e seu parque fabril.
Com informações do DCM
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