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O governo de Donald Trump deu um passo preocupante para a estabilidade democrática na América Latina ao designar Darren Beattie para um posto estratégico no Departamento de Estado, com influência direta sobre as políticas voltadas ao Brasil. A nomeação, confirmada nesta sexta-feira (27), coloca um conhecido entusiasta da extrema-direita e ferrenho defensor de Jair Bolsonaro — atualmente cumprindo pena de 27 anos por tentativa de golpe — no coração da diplomacia norte-americana. Beattie não é apenas um burocrata; ele é o mesmo indivíduo que utilizou redes sociais para atacar o ministro Alexandre de Moraes, chamando-o de "arquiteto de perseguição".
A escolha de Beattie soa como uma afronta direta às instituições brasileiras e ao governo Lula, especialmente em um momento de reconstrução da imagem internacional do país. Ao elevar um assessor que já foi alvo de queixas formais do Itamaraty, Trump sinaliza que a influência do clã Bolsonaro ainda ecoa na Casa Branca. Eduardo Bolsonaro chegou a agradecer publicamente a Beattie no passado, evidenciando o alinhamento desse novo "assessor sênior" com as narrativas golpistas que tentaram desestabilizar o Brasil em 2022.
O currículo de Beattie é repleto de controvérsias que deveriam desqualificá-lo para qualquer mediação diplomática séria. Além de sugerir teorias da conspiração sobre a inteligência dos EUA, ele já fez declarações de cunho racista ao afirmar que "homens brancos competentes devem estar no comando". Agora, ele acumula cargos de prestígio, inclusive presidindo o Instituto da Paz, que Trump tentou renomear com o próprio nome. Essa concentração de poder nas mãos de um radical gera apreensão legítima sobre até onde os EUA interferirão nos processos internos brasileiros.
A nomeação ocorre em um cenário de incertezas, às vésperas da viagem planejada do presidente Lula a Washington em março. Embora Trump e Lula tenham tido uma breve melhora de "química" em Nova York, a presença de um inquisidor bolsonarista no Departamento de Estado pode implodir os avanços conquistados. A diplomacia brasileira agora avalia o grau de dano que Beattie poderá causar, especialmente se ele usar sua posição para reativar sanções contra autoridades do STF ou para impor tarifas comerciais ideológicas.
O Brasil de 2026, sob a liderança de Lula, enfrenta o desafio de manter sua soberania diante de uma Washington que parece querer premiar aqueles que flertaram com o autoritarismo. Enquanto o ex-presidente Bolsonaro lida com as consequências criminais de seus atos, seus aliados nos EUA ganham cargos para tentar reescrever a história. A vigilância sobre as ações de Beattie será constante, pois o equilíbrio entre as duas maiores democracias do continente não pode ficar à mercê de quem despreza o Estado de Direito.
Resta saber como o governo federal reagirá formalmente a essa indicação. A presença de Beattie é um lembrete de que o bolsonarismo, embora derrotado nas urnas e punido pela justiça no Brasil, ainda tenta usar canais externos para fustigar a democracia brasileira. Lula terá o desafio de negociar diretamente com Trump, saltando as barreiras ideológicas que assessores como Beattie certamente tentarão erguer para prejudicar o Brasil e favorecer seus aliados derrotados.
Com informações do Brasil 247
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