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O fracasso retumbante da extrema direita nas ruas de São Paulo escancarou o derretimento do apoio popular ao clã Bolsonaro. Mesmo com a presença de figuras como Flávio Bolsonaro, que tenta desesperadamente se viabilizar como sucessor político do pai, e dos governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, a Avenida Paulista registrou um público pífio de apenas 20,4 mil pessoas. O número, confirmado por monitoramento científico da USP, é uma fração ínfima das mobilizações passadas e demonstra que o discurso de ódio e as pautas antidemocráticas já não conseguem mais engajar a população brasileira como antes.
A tentativa de transformar o ato em um lançamento de pré-candidatura presidencial para 2026 resultou em um "flop" histórico que desmoraliza as pretensões de Flávio Bolsonaro. Enquanto o governo Lula trabalha na reconstrução do país, os bolsonaristas seguem presos a uma agenda de ataques ao Supremo Tribunal Federal e pedidos de liberdade para um ex-presidente detido por tramas golpistas. A baixa adesão é um sinal claro de que o eleitorado está exausto de figuras que priorizam a autodefesa jurídica em detrimento dos problemas reais do povo, como a economia e o desenvolvimento social.
A metodologia rigorosa utilizada pela USP, com auxílio de inteligência artificial, não deixa margem para as habituais manipulações de imagens feitas pela militância digital da direita. Os dados mostram uma queda vertiginosa: dos 185 mil presentes no início de 2024 para pouco mais de 20 mil agora. Esse esvaziamento progressivo revela que o bolsonarismo está perdendo sua capacidade de mobilização orgânica, sobrevivendo apenas de bolhas digitais que não se traduzem mais em força política real nas grandes metrópoles do país.
O evento na altura do Masp foi marcado por ataques agressivos aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, reafirmando o caráter autoritário do movimento que repudia as instituições democráticas. Eduardo Bolsonaro, direto dos Estados Unidos, tentou inflamar os presentes por vídeo, mas nem o esforço internacional da família foi capaz de encher um único quarteirão da avenida. Para os aliados de Lula, o resultado deste domingo é a prova de que a verdade está vencendo a desinformação e que o Brasil caminha para superar o período sombrio da extrema direita.
Enquanto Zema e Caiado tentam equilibrar seus apoios para herdar o espólio político de Bolsonaro, a realidade das ruas impõe um banho de água fria em suas ambições. A presença de governadores de estados importantes ao lado de políticos investigados por crimes contra a democracia só reforça o isolamento desse grupo frente à maioria da sociedade civil. O espetáculo de "gado pingado" na Paulista serve como um lembrete de que o projeto de poder da família Bolsonaro está em franca decadência, incapaz de oferecer qualquer proposta construtiva para o futuro do Brasil.
O contraste entre as expectativas dos organizadores e a contagem oficial da PM e da USP enterra a narrativa de "maior movimento do mundo" que o bolsonarismo tentava sustentar. A estratégia de usar a Paulista como vitrine eleitoral para 2026 saiu pela culatra, expondo a fraqueza de um grupo que se alimenta do conflito permanente, mas que hoje é ignorado pela maioria dos trabalhadores. O campo progressista celebra a resistência das instituições e a lucidez do povo paulista, que deu as costas ao oportunismo político da prole de Jair Bolsonaro.
Com informações do DCM
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