1425 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A tentativa desesperada da extrema direita de requentar narrativas contra a família do presidente Lula sofreu uma derrota contundente na CPMI do INSS. Aline Bárbara Mota, ex-secretária do empresário conhecido como “Careca do INSS”, desmentiu categoricamente qualquer repasse de dinheiro ou compra de passagens para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em depoimento como testemunha, Aline afirmou que jamais soube de irregularidades e que sua função era estritamente administrativa, esvaziando as acusações sem provas que tentam vincular o filho do presidente a supostos esquemas de descontos indevidos em aposentadorias.
Enquanto o bolsonarismo utiliza a comissão como palco para perseguição política, Lulinha reagiu com serenidade e ironia aos ataques. Ele ironizou as lendas urbanas criadas pela oposição ao longo dos anos, perguntando onde estariam a sua "Ferrari de ouro", a "fazenda com milhares de cabeças de gado" e os dividendos da Friboi, empresa da qual nunca foi sócio. Essa postura demonstra a tranquilidade de quem já enfrentou anos de Lawfare e sabe que as atuais investigações são apenas mais uma tentativa de desgaste contra o governo popular de seu pai.
A seletividade jurídica também ficou evidente com a atuação de André Mendonça, ministro indicado por Bolsonaro ao STF. Mendonça autorizou a quebra de sigilos de Lulinha antes mesmo da decisão da CPMI, em um movimento que contrasta com a proteção que costuma dar a aliados do antigo regime. Na comissão, a aprovação das quebras de sigilo foi marcada por tumulto e questionamentos sobre a legitimidade da votação, reforçando a tese de que o objetivo do colegiado não é a verdade, mas o espetáculo midiático para alimentar a base extremista.
A defesa de Fábio Luís, conduzida pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, classificou as citações como “fofocas e vilanias” destinadas a atingir o Palácio do Planalto. Mesmo diante do que chamam de tentativa de desgaste, Lulinha já se colocou à disposição do Supremo Tribunal Federal para prestar todos os esclarecimentos necessários. Interlocutores próximos afirmam que ele mantém a calma, consciente de que não possui qualquer relação direta ou indireta com as fraudes investigadas na Operação Sem Desconto, que apura desvios de recursos de associações.
O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, que está preso desde 2025, teria realizado pagamentos de R$ 300 mil, segundo indícios da Polícia Federal que ainda carecem de comprovação técnica. A suspeita de que Lulinha seria um "sócio oculto" é rejeitada pela defesa como uma peça de ficção política. O que se vê na CPMI é a repetição de um método falido: usar nomes de familiares de Lula para criar manchetes negativas, enquanto o governo segue focado na reconstrução do país e na proteção dos aposentados que foram realmente lesados por esquemas fraudulentos.
A expectativa agora é que a análise dos sigilos apenas confirme o que a testemunha principal já declarou: a inexistência de vínculos ilícitos. A história mostra que, após o barulho das acusações infundadas, resta apenas o silêncio do arquivamento por falta de provas. Enquanto a oposição tenta ressuscitar o fantasma da corrupção contra o PT, o governo Lula reafirma seu compromisso com a transparência, deixando claro que não teme investigações sérias, mas repudia o uso do aparato estatal para vinganças ideológicas.
Assista ao vídeo:
#CPMIdoINSS | Questionada sobre suspeitas envolvendo repasses ao Lulinha, Aline Bárbara, ex-secretária do "Careca do INSS", negou ter comprado passagens ou entregue dinheiro em espécie ao filho do presidente Lula, durante oitiva realizada nesta segunda-feira (2). pic.twitter.com/sRhFgWXgnh
— TV Senado (@tvsenado) March 2, 2026