209 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A promiscuidade entre o dinheiro grosso de setores financeiros sob suspeita e a cúpula do bolsonarismo ganhou um novo capítulo de escárnio com a confirmação feita por Valdemar da Costa Neto. O presidente do PL admitiu que o pastor Fabiano Zettel, ligado ao Banco Master, despejou R$ 3 milhões diretamente na conta da campanha de Jair Bolsonaro em 2022. Esse esquema de financiamento pesado revela as vísceras de um projeto de poder que se diz "terrivelmente cristão", mas que sobrevive graças ao apoio de figuras investigadas em fraudes financeiras e crimes organizados, mantendo uma relação de dependência com o que há de mais obscuro no mercado.
Enquanto o governo Lula trabalha para dar transparência às contas públicas e proteger o cidadão de abusos financeiros, o clã Bolsonaro segue protegido por uma rede de blindagem institucional. O exemplo mais vergonhoso dessa proteção veio de André Mendonça, o ministro "terrivelmente evangélico" indicado por Bolsonaro ao STF. Mendonça, em uma manobra jurídica para salvar o aliado, desobrigou o doador milionário de comparecer à CPI do Crime Organizado. Ao transformar um depoimento obrigatório de testemunha em "facultativo", o ministro garantiu que o silêncio sobre a origem do dinheiro que elegeu a extrema direita permanecesse intocado.
A decisão de Mendonça é um tapa na cara da sociedade brasileira, pois utiliza jurisprudências do Supremo para criar um salvo-conduto a quem deveria explicar conexões com o Banco Master, alvo de apurações sobre rombos e irregularidades. O ministro não apenas afastou a obrigatoriedade do comparecimento de Zettel, como assegurou que, caso ele decida ir, não tenha o compromisso de dizer a verdade. É a institucionalização da mentira e da ocultação, servindo de escudo para que os financiadores do bolsonarismo não precisem prestar contas sobre o rastro de milhões que irrigou a máquina de 2022.
Valdemar da Costa Neto, com o cinismo habitual, tentou tratar o repasse de R$ 3 milhões como algo corriqueiro, mencionando até doações ainda maiores de R$ 7 milhões vindas de uma única pessoa. Essa naturalização de valores astronômicos vindos de grupos sob investigação mostra que, para o PL e para a família Bolsonaro, o crime e a política são faces da mesma moeda. Enquanto pregam moralidade nas redes sociais, nos bastidores operam com o suporte de banqueiros e pastores que fogem da justiça com a ajuda de canetadas amigas vindas diretamente da mais alta corte do país.
A estratégia de "não autoincriminação" usada pela defesa de Zettel e validada por Mendonça é o refúgio dos covardes que temem a luz dos fatos. Se o repasse fosse lícito e transparente, não haveria razão para o pânico que tomou conta do entorno do Banco Master. A realidade é que a extrema direita montou um aparato de defesa que vai do legislativo ao judiciário, garantindo que o "cidadão de bem" do topo da pirâmide financeira nunca seja incomodado por investigações sérias sobre corrupção e lavagem de dinheiro.
O Brasil precisa saber quem realmente pagou a conta da tentativa de golpe e da campanha de desinformação bolsonarista. A proteção oferecida por ministros indicados pelo antigo governo é a prova viva de que o aparelhamento do Estado tinha um objetivo claro: garantir a impunidade dos seus financiadores. Enquanto o campo progressista luta pela moralização das instituições, o bolsonarismo se esconde atrás de privilégios jurídicos e malas de dinheiro, provando que sua única ideologia é a preservação de seus próprios interesses escusos.
Assista ao vídeo:
CASO MASTER ??Valdemar Costa Neto afirma que Fabiano Zettel, cunhado e braço direito de Vorcaro, envolvido nas fraudes do Banco Master, depositou R$ 3 MILHÕES direto na conta de Bolsonaro durante a campanha. pic.twitter.com/DoSy2cPbxi
— Lázaro Rosa ???? (@lazarorosa25) March 2, 2026