345 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O contraste entre a presença digna e sempre oportuna da primeira-dama Janja Lula da Silva, que atua ao lado do presidente Lula em eventos onde sua participação é totalmente justificável e cabível, e o teatro grotesco promovido por Donald Trump na ONU escancara o abismo entre democracia e fascismo. Enquanto Janja honra a cultura popular e os compromissos sociais com a maior dignidade, Melania Trump foi escalada como uma autoridade improvisada para presidir o Conselho de Segurança da ONU. O gesto, inédito e ilegal sob qualquer ótica diplomática séria, é uma bofetada na comunidade internacional: uma pessoa sem mandato ou qualificação técnica ocupando a presidência rotativa de um órgão que deveria decidir os rumos da paz mundial, apenas pelo capricho de seu marido.
A farsa montada pela Casa Branca é de um cinismo sem precedentes. Trump, o mesmo que despreza as leis globais e desmoraliza as instituições, usa Melania para falar sobre "educação e tolerância" enquanto seus mísseis destroem o Irã e matam os filhos de outros povos. É a estética do fascismo em sua forma mais pura: o uso de figuras familiares para humanizar um regime que respira violência. Melania, cujo "protagonismo na educação" é uma invenção publicitária dos estrategistas da extrema direita, leu um discurso vazio focado na palavra "crianças", ignorando que é a política de seu marido que as transforma em alvos.
Essa encenação na ONU não é apenas uma quebra de protocolo, é o pisotear definitivo de uma organização que já vinha sendo fragilizada pela direita mundial. Ao colocar a esposa para presidir uma reunião em nome do governo dos Estados Unidos, Trump trata a diplomacia global como o jardim de sua mansão em Mar-a-Lago. Para os bolsonaristas que criticam qualquer passo de Janja em defesa da cultura brasileira, o silêncio diante dessa monarquia absolutista americana é a prova da hipocrisia que define o movimento. Lá, o nepotismo e a confusão entre o público e o privado são celebrados como "estratégia".
O desfile da Acadêmicos de Niterói, onde Janja quis agradecer uma homenagem, é um ato de alegria e conexão com a realidade do povo. Já a sessão presidida por Melania em Nova York é um ritual de desolação. Enquanto uma primeira-dama se mistura à arte e ao povo, a outra é usada como escudo humano para disfarçar crimes de guerra. A ONU, hoje desmoralizada, assistiu a uma das peças mais teatrais e sombrias da história recente, onde a paz foi pregada por quem financia o caos, sob o olhar complacente de quem prefere o brilho das joias ao compromisso com a vida.
Não há salvação no projeto da extrema direita porque ele se baseia na farsa contínua. A tentativa de Trump de "valorizar" a ONU através de sua esposa é, na verdade, uma forma de mostrar que ele pode tudo, inclusive desintegrar as regras mais básicas do convio internacional. O discurso "histórico" de Melania será lembrado apenas como a trilha sonora de uma agressão militar em curso. É o deboche final contra os milhões de cidadãos que ainda acreditam em uma ordem mundial baseada no direito e não na vontade soberana de um "fascistão" e sua prole.
Enquanto o Brasil reconquista o respeito internacional com Lula e a participação ativa e autêntica de Janja nos debates sociais, os Estados Unidos mergulham em um modelo de governança familiar que remonta aos tempos mais obscuros do autoritarismo. A diferença é clara: de um lado, a política feita com o coração e a dignidade; do outro, a política feita com mísseis sob o véu de palavras doces sobre a infância. O cinismo da extrema direita global não conhece limites, e a ONU hoje foi o palco de sua maior decadência.
Assista ao vídeo:
A ONU ACABOU FAZ TEMPO pic.twitter.com/oYPezFQx8y
— LÚCIFER (@Belzebu___666) March 2, 2026