169 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O terrorismo de Estado promovido por Israel atingiu um novo patamar de barbárie nesta terça-feira (3). Sob o comando do eixo extremista que Donald Trump apoia cegamente, o exército israelense bombardeou o edifício da Assembleia dos Peritos do Irã, em Qom, um local sagrado para a política e a religião persa. O ataque covarde arrasou o prédio onde se reuniam 88 aiatolás, os responsáveis por escolher a liderança do país. É a face mais cruel do fascismo internacional, que não respeita soberania nem instituições, tentando decapitar o comando de uma nação através de explosões e mortes, enquanto o mundo assiste à desmoralização completa do Direito Internacional.
Os bombardeios não pararam em Qom. Em uma escalada de violência que conta com a complacência da extrema direita mundial, Israel também atacou o complexo presidencial em Teerã e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional. A estratégia é clara: semear o caos e destruir os centros de inteligência que avaliam questões estratégicas, como o programa nuclear iraniano. Para o bolsonarismo, que sempre aplaude a violência imperialista, essas ações são tratadas como "defensivas", mas a realidade é que se trata de uma ofensiva criminosa contra alvos de liderança civil e religiosa, ignorando qualquer protocolo de paz.
O cinismo das forças israelenses beira o absurdo ao classificar prédios de governo e assembleias de clérigos como "complexos terroristas". Essa retórica, importada diretamente dos manuais de propaganda da direita radical, serve para justificar a destruição de infraestruturas onde altos funcionários de segurança e líderes nacionais se reúnem regularmente. Ao arrasar esses locais, Israel não busca apenas um objetivo militar, mas a aniquilação simbólica e política do Irã, confiando que o apoio de Trump garantirá a impunidade necessária para continuar o massacre no Oriente Médio.
Enquanto o governo Lula defende o diálogo e o respeito à autodeterminação dos povos, o consórcio bélico formado por Netanyahu e seus aliados prefere o som das bombas. O ataque à Assembleia dos Peritos, órgão vital desde a Revolução de 1979, é uma tentativa desesperada de desestabilizar o regime iraniano pelo alto. A destruição parcial do prédio em Qom e o silêncio cauteloso de Teerã mostram a gravidade do momento: estamos diante de uma guerra total, alimentada por líderes que desprezam a diplomacia e usam o poder bélico para impor sua vontade sobre nações soberanas.
As repercussões desses ataques podem ser catastróficas para a segurança energética e a paz global. Ao atingir o coração do comando iraniano, Israel estica a corda de um conflito que ninguém sabe onde terminará. A destruição das sedes de governo em Teerã prova que não há limites para a agressão quando se tem o respaldo de potências que lucram com a venda de armas e com a instabilidade regional. É o retrato de uma era sombria, onde a força bruta substitui a razão e o fascismo internacional tenta redesenhar o mapa do mundo através do sangue.
A história julgará aqueles que, em nome de uma suposta segurança, escolheram o caminho do extermínio de autoridades e da destruição de patrimônios políticos. O bombardeio em Qom não é apenas um ataque ao Irã, mas um atentado contra a própria ideia de civilização. O silêncio ou o apoio da extrema direita brasileira a esse massacre apenas confirma que o projeto do bolsonarismo está alinhado com o que há de mais destrutivo na política global, celebrando o fim da diplomacia em troca de uma hegemonia imposta pelo terror aéreo.

Com informações do DCM
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.