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A narrativa de "ameaça nuclear" usada pelos Estados Unidos e Israel para justificar massacres no Oriente Médio sofreu um desmonte técnico contundente. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, confirmou em entrevista à NBC que não existem provas de que o Irã possua um programa coordenado para a fabricação de armas nucleares. Apesar da histeria propagada pela extrema direita global, as inspeções da ONU deixaram claro que não foram encontrados elementos de um sistema estruturado para a produção de bombas, desmoralizando a retórica de guerra preventiva adotada por Donald Trump.
Mesmo com a confirmação de que o Irã atingiu 60% de enriquecimento de urânio — um nível que subiu gradualmente após Trump abandonar unilateralmente o acordo nuclear de 2015 —, a AIEA é categórica: não há evidências de intenção bélica. Grossi explicou que, embora o volume de material acumulado pudesse teoricamente equipar mais de dez ogivas, o país não as possui. O que o mundo assiste é o Irã reagindo ao cerco econômico e diplomático imposto pelo imperialismo, que prefere explodir usinas a respeitar a soberania de nações que não se curvam aos seus interesses.
Enquanto a diplomacia tenta prevalecer, o rastro de destruição deixado pela agressão militar de Estados Unidos e Israel é devastador. Imagens de satélite confirmaram danos severos na infraestrutura de Natanz, a principal unidade nuclear do país. O ataque covarde de sábado (28), que assassinou lideranças políticas e o líder supremo Khamenei, não mirou apenas alvos estratégicos, mas mergulhou a região em um banho de sangue. O saldo humano é trágico: o Crescente Vermelho Iraniano contabiliza ao menos 787 mortos no Irã, além de dezenas de vítimas espalhadas por países como Líbano, Iraque e Kuwait.
A ofensiva imperialista contra Natanz atingiu áreas de acesso à central subterrânea, evidenciando uma tentativa deliberada de paralisar o desenvolvimento tecnológico iraniano. É importante lembrar que o Irã só acelerou seu programa de enriquecimento após a política de "pressão máxima" de Trump, que rasgou tratados internacionais e asfixiou a economia do país. O que a extrema direita chama de "defesa" é, na verdade, uma campanha de extermínio que ignora a ausência de provas nucleares para impor sua hegemonia através de bombas e mortes de civis.
A resistência iraniana, agora sob ataque direto em seu território, respondeu com bombardeios a bases americanas, mostrando que a violência semeada por Washington e Tel Aviv colhe instabilidade global. A disparidade de forças e a letalidade das armas ocidentais resultaram em um massacre desproporcional, com centenas de mortos no lado iraniano contra baixas mínimas em Israel e nas bases dos EUA. Essa assimetria revela o caráter punitivo da operação, que utiliza a desculpa nuclear — agora desmentida pela AIEA — para justificar o que os órgãos humanitários já classificam como uma catástrofe humanitária.
O relatório da AIEA serve como um alerta contra a manipulação da informação que precede grandes conflitos. Assim como no passado, a mentira sobre armas de destruição em massa é usada para pavimentar o caminho de tanques e caças. Ao desmentir a existência de ogivas iranianas, Rafael Grossi expõe a face cruel de uma política externa baseada no medo e na destruição de nações soberanas. O mundo precisa encarar a realidade: o perigo real não está nas centrífugas de Natanz, mas na disposição das potências ocidentais de aniquilar quem se recusa a ser colônia.
Com informações do DCM
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