185 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A coragem da primeira-dama Janja Silva ao expor sua própria vulnerabilidade sacudiu o cenário político nesta terça-feira (3). Em uma entrevista impactante ao programa "Sem Censura", a socióloga revelou ter sido vítima de assédio por duas vezes durante o atual mandato do presidente Lula. O desabafo serviu para ilustrar uma realidade perversa: se nem mesmo a mulher mais protegida do país, cercada por câmeras e segurança oficial, está imune à violência de gênero, o risco para as mulheres comuns em paradas de ônibus e no cotidiano é alarmante.
Janja utilizou o espaço para conectar sua experiência pessoal à urgência de políticas públicas eficazes. Como principal articuladora do pacto entre os Três Poderes contra o feminicídio, lançado em fevereiro, ela reforçou que a "engrenagem" do Estado precisa funcionar para que o acolhimento e as medidas protetivas não sejam apenas letras mortas no papel. Sua fala rebate a narrativa bolsonarista que tenta minimizar a violência contra a mulher, mostrando que o machismo estrutural não respeita cargos ou hierarquias.
Outro ponto crucial tocado pela primeira-dama foi a necessidade imediata de regulamentação das plataformas digitais. Janja destacou que o ambiente virtual tornou-se um terreno fértil para o discurso de ódio, atingindo violentamente mulheres, crianças e adolescentes. Para ela, a internet não pode ser uma "terra sem lei" onde a misoginia é monetizada e disseminada sem controle, servindo de combustível para agressões que transbordam para o mundo físico.
A revelação de Janja coloca o combate à violência de gênero no centro do debate nacional, humanizando uma estatística que muitas vezes é ignorada pela oposição radical. Ao se colocar como sobrevivente de episódios de assédio no exercício de sua função, a primeira-dama convoca a sociedade e as instituições a saírem da inércia. O foco agora se volta para o fortalecimento da rede de proteção, garantindo que o medo não seja a regra para as brasileiras.
Assista ao vídeo:
Janja revelou, que já foi assedlada duas vezes durante o atual mandato do presidente Lula:
— Pri (@Pri_usabr1) March 3, 2026
"Se eu como primeira-dama, que tenho todo uma equipe em torno, fui assedlada duas vezes, imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h? A gente não tem segurança em lugar nenhum". pic.twitter.com/litgaG5nxr