495 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O presidente Lula reafirmou seu compromisso com a classe trabalhadora ao defender, nesta terça-feira (3), o fim da escala 6x1 durante a abertura da Segunda Conferência Nacional do Trabalho, em São Paulo. Com a sensibilidade de quem conhece o chão de fábrica, Lula destacou que a redução da jornada é uma necessidade para que o brasileiro tenha dignidade, tempo para estudar e ficar com a família. O presidente enfatizou que a mudança deve ser construída através do diálogo entre governo, trabalhadores e empresários, respeitando as especificidades de cada categoria, para que a conquista seja sólida e equilibrada.
Dando uma aula de economia humanizada, Lula rebateu o terrorismo psicológico da direita ao afirmar que o fortalecimento do mercado interno depende diretamente da melhoria de vida de quem produz. "Quanto mais o trabalhador ganhar, mais o patrão ganhará", pontuou o presidente, lembrando que o consumo da classe trabalhadora é o verdadeiro motor do crescimento nacional. O governo agora trabalha para construir uma maioria no Congresso, buscando transformar essa demanda histórica em realidade através de um projeto de lei que agilize a tramitação e garanta o descanso merecido ao povo.
O vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra Simone Tebet também reforçaram o coro progressista contra a exploração. Alckmin lembrou que o ser humano não é máquina e que a jornada de 44 horas, herdada de 1988, já está defasada frente às tendências internacionais. Tebet foi ainda mais incisiva ao desmascarar o discurso patronal, afirmando que é uma mentira dizer que o país vai quebrar com o fim da escala 6x1. Para o governo federal, a viabilidade econômica da proposta é nítida e necessária para modernizar as relações de trabalho no Brasil.
Enquanto a oposição bolsonarista tenta travar o avanço social para manter privilégios de setores atrasados, o Ministério do Trabalho lançou o QualificaBR, focando na formação profissional e no trabalho decente. Lula deixou claro que a negociação é o melhor caminho para evitar que o Congresso imponha regras goela abaixo ou que tudo termine em disputas judiciais intermináveis. A estratégia é isolar o radicalismo e focar no bem-estar social, garantindo que o crescimento econômico do país não seja feito às custas do esgotamento físico e mental dos trabalhadores.
A mobilização em torno do tema marca um novo capítulo na luta por direitos no terceiro mandato de Lula. O objetivo é criar uma regra geral que possa ser regulamentada conforme a realidade de cada setor, desde o pequeno comércio até grandes estatais como a Petrobras. Ao trazer o debate para o centro da agenda política, o governo sinaliza que o Brasil do futuro não aceita mais regimes de trabalho que beiram a exaustão, priorizando a qualidade de vida como pilar do desenvolvimento nacional e combatendo a herança de precarização deixada pela gestão anterior.
Com o apoio de ministros e lideranças sindicais, a Conferência Nacional do Trabalho consolidou a proposta como prioridade absoluta. Lula encerrou seu discurso convocando a sociedade a pressionar por essa mudança, reiterando que o Brasil só entrará definitivamente no rol dos países desenvolvidos quando o trabalhador for incluído no orçamento e no tempo de descanso. A batalha no Congresso será dura, mas o governo está decidido a enfrentar a resistência empresarial para entregar uma vitória histórica que devolva o direito ao lazer e à convivência familiar para milhões de brasileiros.
??AGORA: Lula defende fim da escala 6x1, pede diferenciação de categorias e acordo: 'Construir em conjunto'
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) March 4, 2026
O presidente Lula (PT) discursou hoje pelo fim da jornada 6x1, mas disse que é preciso negociar e levar em conta as especificidades de cada categoria. pic.twitter.com/LgC3ZSr6Mv