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A rede de crimes e violência comandada pelo banqueiro bolsonarista Daniel Vorcaro ganhou contornos dramáticos nesta quarta-feira (4). Luiz Phillipi Mourão, apontado como o "braço armado" do dono do Banco Master e apelidado no submundo do crime como "Sicário", tentou tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais. Mourão, que recebia a fortuna de R$ 1 milhão por mês para executar as ordens mais sórdidas de Vorcaro, foi socorrido por agentes e encaminhado ao hospital, evidenciando o colapso nervoso de quem operava no centro de uma organização criminosa de alta periculosidade.
A investigação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro André Mendonça, revela que Mourão era o "longa manus" de Vorcaro — aquele que sujava as mãos para manter o império do banqueiro. As mensagens interceptadas são de uma crueldade chocante: Vorcaro ordenava que Mourão "moesse" uma empregada doméstica e desse "sacodes" em funcionários. O nível de barbárie do grupo ligado ao bolsonarismo não poupava ninguém, tratando trabalhadores com um desprezo senhorial e violento, típico de quem se acredita acima da lei e da dignidade humana.
O plano de terror da dupla Vorcaro e Mourão atingiu inclusive a liberdade de imprensa. Relatórios da PF mostram que o banqueiro sugeriu agredir fisicamente o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, após reportagens que o incomodaram. A ordem era brutal: "quebrar todos os dentes num assalto". Essa tática de silenciamento através da violência física mostra a face mais perversa do núcleo que orbitava o Banco Master, utilizando métodos de milícia para intimidar quem ousasse investigar suas fraudes bilionárias e conexões políticas.
Além das agressões físicas, a quadrilha de Vorcaro operava uma sofisticada rede de espionagem ilegal. Segundo a PF, o grupo invadiu sistemas sigilosos do FBI, da Interpol e da própria Polícia Federal para obter dados protegidos e monitorar seus alvos. Mourão era a peça-chave nessa engrenagem, sendo responsável por levantar endereços e informações pessoais de qualquer um que cruzasse o caminho do banqueiro. O uso de tecnologia de ponta para fins criminosos prova que o bolsonarismo financeiro não tinha limites para garantir sua impunidade.
A tentativa de suicídio de Mourão ocorre em um momento de cerco total. A Operação Compliance Zero já prendeu, além dele e de Vorcaro, o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. As acusações formam um extenso cardápio de crimes: organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. A PF já comunicou o ocorrido ao STF e entregará as imagens das câmeras de segurança, enquanto abre um procedimento interno para apurar os detalhes do episódio na carceragem.
O desespero do "Sicário" de Vorcaro é o retrato de um esquema que desmorona sob o peso das próprias evidências. O grupo, que movimentava milhões para monitorar, intimidar e planejar agressões, agora se vê diante de décadas de prisão. A proteção que acreditavam ter, financiada por fraudes contra o sistema financeiro e roubo contra aposentados, ruiu diante da firmeza das instituições. O Brasil assiste, enfim, ao acerto de contas de uma elite que usava a violência e o hackeamento como ferramentas de gestão empresarial e política.
Com informações do DCM
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