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A Operação Bazaar, deflagrada nesta quinta-feira (5), escancara como os resquícios da "República de Curitiba" e seus operadores de estimação continuam apodrecendo as instituições brasileiras. Em uma ação conjunta da Polícia Federal com o Ministério Público, o alvo da vez são doleiros historicamente ligados a Alberto Youssef, o pivô da Lava Jato, que agora são acusados de chefiar um esquema de corrupção policial para proteger uma organização especializada em lavagem de dinheiro em São Paulo. O caso revela que o submundo do lavajatismo nunca parou de operar; ele apenas mudou de estratégia, comprando agentes do Estado para destruir provas e manipular inquéritos.
Entre os presos na manhã de hoje estão figuras carimbadas do folclore jurídico da extrema-direita: a contadora Meire Poza e o doleiro Leonardo Meirelles. Ambos ganharam holofotes anos atrás ao colaborarem com a força-tarefa de Sergio Moro, mas as novas investigações indicam que a "parceria" com o crime era muito mais profunda e lucrativa. Meirelles, ex-sócio de empresas de fachada como a Labogen, e Poza, que prestava serviços diretos a Youssef, são apontados como peças-chave de um grupo que pagava vantagens indevidas a policiais civis para assegurar que suas atividades ilícitas jamais fossem interrompidas.
O envolvimento de um delegado e outros dois policiais civis paulistas na rede de subornos mostra o nível de infiltração do crime organizado nas estruturas de segurança de São Paulo, estado governado por aliados do bolsonarismo. A organização criminosa não se limitava a lavar capitais; ela agia ativamente dentro das delegacias, praticando fraude processual e destruição de provas para garantir a impunidade de seus integrantes. Ao todo, 25 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, inclusive dentro de unidades policiais, em uma tentativa de limpar o rastro de sujeira deixado por essa aliança entre doleiros e maus servidores.
A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público já anunciaram correições extraordinárias em todas as unidades envolvidas para apurar a extensão do descalabro. A Operação Bazaar prova que, enquanto o governo Lula trabalha para restaurar a moralidade administrativa e o controle civilizatório sobre as polícias, os fantasmas da Lava Jato continuam tentando operar nas sombras, utilizando os mesmos métodos de corrupção que diziam combater. A prisão desses "delatores premiados" de outrora é o símbolo máximo da falência moral de um modelo de investigação que, no fim das contas, serviu para fortalecer as próprias máfias que fingia perseguir.
Para os defensores da democracia, essa operação é pedagógica: ela demonstra que o combate à corrupção não se faz com heróis de toga ou justiceiros de PowerPoint, mas com instituições sérias e fiscalização rigorosa. A rede de proteção montada pelos doleiros de Youssef em São Paulo é um alerta sobre como a extrema-direita e o lavajatismo fragilizaram o Estado brasileiro, permitindo que doleiros e policiais se unissem em um balcão de negócios criminosos. A limpeza iniciada hoje é fundamental para que o Brasil vire definitivamente a página desse capítulo sombrio de promiscuidade entre o crime e parte do aparato policial.
Com informações da Fórum
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