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O Irã mandou um recado claro ao imperialismo neste sábado: não haverá trégua enquanto bases americanas continuarem ameaçando a soberania persa. Horas após o presidente Masoud Pezeshkian pedir desculpas a países vizinhos por ataques recentes e anunciar a suspensão de lançamentos contra nações do Golfo, o comando militar iraniano emitiu comunicado contundente reafirmando que as operações contra forças dos Estados Unidos na região vão continuar. O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, responsável pelas forças armadas, foi categórico: todas as bases e interesses militares americanos e israelenses "em terra, mar e ar" se tornarão "alvos prioritários" se as hostilidades persistirem.
A aparente contradição entre o discurso diplomático e a postura bélica revela a complexidade do momento que o Irã atravessa. Pezeshkian, figura considerada moderada e que agora integra um conselho interino de três membros após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei por Israel e EUA, tenta evitar que a guerra se alastre para todo o Golfo. Em pronunciamento na TV estatal, ele foi claro: "Não haverá novos ataques ou lançamentos de mísseis contra países vizinhos." Mas também deixou um alerta: qualquer nação que permita aos EUA usar seu território ou espaço aéreo para ofensivas contra o Irã poderá ser retaliada.
Enquanto isso, no campo de batalha, os mísseis continuam voando. Nas primeiras horas do dia, drones e projéteis foram lançados contra Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar — todos países que abrigam bases militares americanas. A Arábia Saudita informou ter interceptado 21 drones direcionados ao campo petrolífero de Shaybah, que produz 1 milhão de barris por dia. Em Dubai, destroços de ataques interceptados caíram nas proximidades do aeroporto internacional, aprofundando o caos aéreo na região. O preço do petróleo disparou para além dos US$ 90, e a navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, praticamente parou.
Donald Trump, sempre ávido por declarar vitórias imaginárias, tratou o pedido de desculpas de Pezeshkian como uma "rendição" e voltou a ameaçar o Irã com "colapso completo" e ataques severos. Mas a resposta iraniana veio na mesma moeda. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, revelou à Al Jazeera que as unidades militares iranianas estão preparadas para agir de forma independente, seguindo instruções gerais pré-estabelecidas, garantindo a continuidade das operações mesmo diante de ataques à liderança. O recado está dado: o Irã pode até fazer concessões diplomáticas, mas não vai recuar um milímetro na defesa de sua soberania.
Com informações do Financial Times
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