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A extrema-direita brasileira, inconformada com a aplicação da justiça, iniciou uma mobilização desesperada para tentar salvar o posto e a patente do almirante de esquadra Almir Garnier Santos. O ex-comandante da Marinha, que cumpre pena de 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, tornou-se alvo de um abaixo-assinado organizado por militares da reserva e civis saudosos do período bolsonarista. A meta é reunir três mil assinaturas para sensibilizar o Superior Tribunal Militar (STM), em um esforço inútil de apagar o crime de traição à pátria com um memorial sobre sua trajetória técnica.
A campanha, que circula intensamente em grupos de WhatsApp, tenta pintar Garnier como um "oficial exemplar", omitindo o fato de que ele foi um dos principais articuladores do plano para impedir a posse do presidente Lula e implodir a democracia brasileira. Para dar um ar de legitimidade ao movimento, os organizadores criaram até uma "vaquinha" via PIX, pedindo dinheiro para custear a viagem de oficiais ao Distrito Federal para a entrega do documento. É a velha tática da extrema-direita: usar a estrutura e a história das Forças Armadas para blindar criminosos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O Ministério Público Militar já foi enfático ao solicitar que o STM declare Garnier indigno do oficialato. Enquanto a defesa do almirante golpista tenta sustentar que a condenação criminal não deve retirar automaticamente sua patente, a realidade dos fatos mostra que um oficial que coloca interesses ideológicos e lealdades pessoais a um ex-presidente acima da Constituição não possui a honra necessária para ostentar suas medalhas. A mobilização de seus "amigos de turma" apenas reforça como o bolsonarismo contaminou setores das forças de reserva com uma visão distorcida de patriotismo.
Vale lembrar que a conduta de Garnier como comandante da Marinha já havia sido marcada pela desonra ao cargo. Ele quebrou a tradição secular da instituição ao se recusar a participar da cerimônia de passagem de comando para seu sucessor, um ato de insubordinação que antecipava seu desprezo pelo rito democrático. Agora, preso na Estação de Rádio da Marinha desde o final de 2025, ele aguarda o julgamento que pode finalmente despojá-lo das prerrogativas militares, transformando-o, definitivamente, em um civil condenado por atentar contra o Estado de Direito.
Essa tentativa de criar um "memorial de mérito" é uma afronta às centenas de militares que serviram com verdadeira lealdade ao Brasil e que repudiam qualquer tentativa de quartelada. A perda do posto e da patente é a consequência lógica para quem planejou o caos e a ruptura institucional. O governo Lula segue firme na defesa de que as Forças Armadas devem ser instituições de Estado, e não braços políticos de líderes autoritários que usam a farda como escudo para crimes de lesa-pátria.
O julgamento no STM será o capítulo final da degradação de Almir Garnier. Nenhuma assinatura ou arrecadação via PIX será capaz de apagar as provas avassaladoras de que ele conspirou ativamente para impedir a vontade soberana do povo brasileiro nas urnas. A justiça tardou, mas chegou para os que se achavam intocáveis sob a proteção do bolsonarismo. A democracia brasileira saiu vitoriosa, e o lugar de golpistas, independentemente da patente que ostentaram no passado, é no banco dos réus e sob o rigor da lei.
Com informações do DCM
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