Estratégia do lawfare: como a rede de Mendonça tenta derrubar o STF e salvar golpistas

Portal Plantão Brasil
11/3/2026 14:10

Estratégia do lawfare: como a rede de Mendonça tenta derrubar o STF e salvar golpistas

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O cenário político em Brasília voltou a ser contaminado pelas práticas sombrias que marcaram o período mais nefasto da Justiça brasileira. Sergio Moro, hoje senador pelo União-PR, cometeu um ato falho revelador em suas redes sociais ao ironizar acusações de que "ainda" controlaria a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Ao usar a palavra "ainda", o ex-juiz — que deixou o governo Bolsonaro após o ex-presidente confessar que queria interferir na PF para proteger a família no caso das "rachadinhas" — admitiu implicitamente o poder de comando que exercia ilegalmente sobre as instituições durante o auge do lawfare em Curitiba.

Enquanto Moro se atrapalha nas redes, seu fiel escudeiro e cassado pela Lei da Ficha Limpa, Deltan Dallagnol, retornou aos holofotes com a mesma estratégia de manipulação de opinião pública. Dallagnol retomou a parceria histórica com setores da mídia liberal para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. O plano é claro: usar vazamentos seletivos e narrativas sem comprovação sobre o caso Master para tentar desestabilizar o Supremo Tribunal Federal e paralisar as investigações que cercam o bolsonarismo e o Centrão.

Veja:



Essa articulação, apelidada de "Lava Jato 2.0", tem um ponto central no gabinete do ministro André Mendonça no STF. Descobriu-se que o delegado Thiago Marcantonio Ferreira, figura carimbada na relação com a antiga força-tarefa e ex-integrante do ministério bolsonarista, ocupa cargo estratégico na relatoria do caso Master. Essa proximidade explica o "modus operandi" idêntico ao de anos atrás: informações sigilosas são entregues de bandeja para jornalistas, criando um turbilhão mediático antes mesmo de qualquer prova ser periciada ou apresentada formalmente à Justiça.

Dallagnol, agora agindo ao lado do advogado do bolsonarista Filipe Martins, utiliza-se de reportagens baseadas em fontes anônimas para acusar o ministro Moraes de corrupção, sem apresentar um único documento que sustente suas falas. O objetivo não é a busca pela verdade, mas a criação de uma cortina de fumaça que proteja figuras proeminentes da direita, como Romeu Zema e Flávio Bolsonaro, que já começam a se alinhar para o pleito de 2026 sobre os escombros das instituições democráticas que tentam implodir.

O uso político da Polícia Federal, que Moro tanto criticou ao sair do governo anterior, parece ser agora sua principal ferramenta de sobrevivência política. A insistência em atacar o STF através de vazamentos orquestrados demonstra que os métodos da Operação Spoofing, que revelaram conversas ilegais entre juiz e procuradores, não foram esquecidos, mas aprimorados. O governo Lula e os defensores da democracia seguem vigilantes contra essa nova tentativa de capturar o Estado brasileiro para fins de perseguição política e impunidade de criminosos de colarinho branco.

O Brasil não pode permitir que o teatro de Curitiba se repita em Brasília. O lawfare, que sequestrou o país e abriu caminho para o desastre bolsonarista, está tentando se reorganizar sob novas roupagens. A cassação de Dallagnol foi um passo importante para a limpeza ética da política, mas as recentes movimentações mostram que as raízes desse sistema autoritário ainda tentam sugar a energia da nossa democracia. É preciso rigor máximo contra agentes públicos que utilizam cargos e segredos de Estado para promover vendetas pessoais e golpes institucionais.

Com informações da Fórum

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