469 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O submundo da política no Amapá sofreu um duro golpe com as recentes revelações da Polícia Federal. Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), foi flagrado em uma cena típica de filmes de máfia: saindo de uma agência bancária com uma mochila carregada com R$ 350 mil em espécie. O flagrante é apenas a ponta do iceberg de uma investigação que apura um esquema criminoso de fraudes em licitações no Dnit, onde o dinheiro público destinado a estradas parece ter pegado o caminho do bolso de figuras ligadas ao poder.
As investigações são contundentes e apontam que Chaves Pinto utilizava sua influência política como suplente de Alcolumbre para manipular contratos públicos no estado. O Coaf já havia disparado alertas sobre saques vultosos, que somam mais de R$ 3 milhões, realizados sempre após o recebimento de verbas de contratos governamentais. Para a PF, não há dúvidas: trata-se de um esquema de lavagem de capitais e tráfico de influência que beneficiava uma organização criminosa instalada no coração das instituições de infraestrutura do Amapá.
Um detalhe que agrava ainda mais a situação é o veículo utilizado no transporte do dinheiro vivo. O SUV branco usado pelo suplente estava registrado em nome de uma empresa pertencente aos primos de Davi Alcolumbre. Embora a assessoria do senador tente emplacar a narrativa de uma "venda não registrada" por erro material, a coincidência é gritante. É o modus operandi clássico do bolsonarismo e seus aliados: utilizar estruturas de parentes e amigos para camuflar movimentações financeiras que não resistem a um minuto de fiscalização séria.
O foco da fraude era a manutenção da BR-156, uma rodovia vital para o Amapá que sofre com o descaso enquanto os contratos investigados somam R$ 60,2 milhões. Auditorias da CGU mostram que, enquanto o dinheiro circulava em mochilas azuis, as obras seguiam em ritmo de tartaruga. A suspeita é que empresas de fachada simulavam concorrência para abocanhar os recursos destinados à ligação entre Laranjal do Jari e Oiapoque, deixando a população no barro e os operadores do esquema no luxo.
Davi Alcolumbre, como de costume, tenta se desvincular do seu próprio suplente, alegando não ter relação com as atividades empresariais do aliado. No entanto, é impossível ignorar que o União Brasil no Amapá se transformou em um feudo onde os negócios privados e a coisa pública se misturam de forma promíscua. Breno Chaves Pinto, que se diz "seguro" da legalidade de seus atos, agora terá que explicar à Justiça por que o pagamento de funcionários exigia saques cinematográficos de dinheiro vivo em plena luz do dia.
O povo brasileiro exige que a faxina ética iniciada pelo governo Lula alcance todos os cantos do país, especialmente onde as oligarquias regionais insistem em tratar o orçamento federal como caixa eletrônico particular. A investigação sobre o "suplente da mochila" é um passo fundamental para desmascarar a rede de proteção que sustenta figuras como Alcolumbre em Brasília. Que a justiça seja feita e que o dinheiro roubado das estradas do Amapá volte para servir a quem realmente trabalha e produz.
Com informações do DCM
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