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O sistema prisional brasileiro não é hotel de luxo, e o ministro Alexandre de Moraes fez questão de lembrar isso ao clã Bolsonaro nesta quinta-feira. A defesa do ex-presidente, em mais uma tentativa de se colocar acima da lei, pediu autorização especial para que Darren Beattie, assessor de Donald Trump e entusiasta da extrema direita, visitasse o "capitão" na prisão fora dos dias e horários permitidos. Moraes, com o rigor necessário, autorizou o encontro, mas deu um basta na folga: os visitantes devem se adequar às regras do presídio, e não o contrário. A lei é para todos, mesmo para quem se acha dono do mundo.
A figura de Darren Beattie no Brasil é cercada de polêmica e hipocrisia. Amigo íntimo de Eduardo Bolsonaro, o assessor estadunidense já usou suas redes sociais para atacar a soberania brasileira, chamando Moraes de "arquiteto da censura" e chegando ao cúmulo de sugerir sanções contra o nosso país. Agora, o mesmo indivíduo que desrespeita as instituições brasileiras tenta usar de uma suposta "agenda diplomática" para conseguir privilégios na Papudinha. É a cara do bolsonarismo internacional: atacam a democracia, mas correm para pedir favores ao Judiciário quando lhes convém.
Diante da insistência da defesa em mudar a data da visita — sob a desculpa de que Beattie ficaria pouco tempo no país — Moraes tomou a decisão acertada de acionar o Itamaraty. O ministro quer saber se o assessor de Trump está no Brasil em missão oficial ou se é apenas um "turista político" vindo prestar solidariedade a um golpista preso. Essa medida é fundamental para evitar que o Estado brasileiro seja usado como palco para articulações da extrema direita internacional sob o disfarce de diplomacia, garantindo que nenhum privilégio seja concedido sem uma justificativa legal sólida.
Enquanto Bolsonaro mofa na prisão, seus aliados tentam criar fatos políticos para manter a militância acesa, utilizando nomes estrangeiros que pregam o ódio e a perseguição contra o STF. A tentativa de Beattie de visitar Bolsonaro em datas específicas, ignorando as quartas e sábados regimentais, mostra o desprezo total dessa turma pelas normas administrativas que qualquer cidadão comum é obrigado a seguir. Moraes, ao manter as regras, protege a dignidade do sistema judiciário contra as investidas de quem ainda sonha com um regime de exceção.
O Brasil de Lula é um país soberano que não se curva a pressões de assessores estrangeiros, venham de onde vierem. A exigência de informações via Ministério das Relações Exteriores coloca Beattie no seu devido lugar: o de um cidadão estrangeiro que deve respeito às leis do país que o recebe. Se ele quer visitar seu aliado político, que o faça dentro dos trâmites legais e nos horários que a administração penitenciária determina para todos os custodiados. O tempo da impunidade e do "você sabe com quem está falando" acabou.
No final das contas, o que o clã Bolsonaro busca é vitimização ou um palanque internacional para suas narrativas mentirosas. A postura firme de Alexandre de Moraes é o antídoto necessário para essa estratégia. A democracia brasileira segue vigilante contra qualquer tentativa de interferência externa que vise deslegitimar a justiça nacional. Bolsonaro terá sua visita, mas será no tempo da lei, e não no capricho de seus amigos de Washington. A justiça brasileira é soberana e não admite ser pautada por agendas de assessores de outros governos.
Com informações do DCM
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