275 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Ministros do governo Lula manifestaram forte desconfiança nos bastidores sobre as reais intenções por trás da internação do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com auxiliares do Palácio do Planalto, há um nítido "cheiro de acordão" no ar, sugerindo que a transferência do presídio da Papudinha para o Hospital DF Star possa ser o prelúdio de uma mudança no regime de prisão. A avaliação interna é de que o episódio está sendo utilizado para pavimentar o caminho rumo à concessão de uma prisão domiciliar, o que esvaziaria a punição pelos crimes cometidos contra a democracia brasileira.
A suspeita de um entendimento político ganhou força devido à rapidez com que a prole do ex-capitão se mobilizou. O senador Flávio Bolsonaro foi o primeiro a divulgar a internação nas redes sociais, seguido imediatamente por um novo pedido público da defesa para que o condenado deixe o regime fechado. Para integrantes do governo federal, essa sincronia entre o agravamento do quadro clínico e a pressão midiática reforça a tese de uma estratégia montada para forçar a mão do Judiciário sob o pretexto de fragilidade física.
O foco das desconfianças recai sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Auxiliares presidenciais avaliam que o magistrado estaria sob intensa pressão política e poderia buscar uma "saída honrosa" para reduzir o desgaste da Corte. A ideia de um acerto que alivie a tensão em torno do Supremo preocupa o governo, que defende o cumprimento rigoroso da pena de 27 anos em regime fechado, sem brechas para privilégios que não são concedidos a outros detentos do sistema prisional.
Oficialmente, o boletim médico aponta que Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, exigindo tratamento com antibióticos na UTI. O diagnóstico foi confirmado após exames laboratoriais realizados logo após ele apresentar febre alta, calafrios e falta de ar enquanto estava custodiado na sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar. O quadro, embora exija cuidados, é visto por críticos como o pretexto ideal para que aliados do extremista tentem retirá-lo da vigilância das grades.
Dentro do governo, recorda-se que a estrutura da Papudinha já oferece suporte médico 24 horas e fisioterapia, o que torna a tentativa de prisão domiciliar ainda mais questionável tecnicamente. A movimentação é lida como uma tentativa de "esquentar" o algoritmo político para justificar um relaxamento que a lei, em condições normais, não permitiria. O Planalto monitora com lupa cada passo desse tratamento hospitalar, temendo que a saúde seja usada como moeda de troca diplomática ou judicial.
O cenário de desconfiança reflete o temor de que a justiça brasileira sofra um retrocesso no caso mais emblemático de responsabilização de um ex-mandatário por golpismo. Enquanto o hospital segue sob vigilância policial, os bastidores de Brasília fervem com a possibilidade de que o "rigor" demonstrado até aqui pelo STF sofra fissuras em nome de uma suposta pacificação nacional. Para os apoiadores do presidente Lula, qualquer recuo na manutenção da custódia de Bolsonaro seria uma afronta à reconstrução democrática iniciada em 2023.
Com informações do DCM
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