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O governo do presidente Lula já definiu a linha de frente para o encontro estratégico com Donald Trump nos Estados Unidos: a defesa intransigente da economia nacional e da soberania brasileira. Em entrevista recente, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que a prioridade absoluta é neutralizar qualquer ameaça de sanções comerciais por parte da administração republicana. A tática da diplomacia brasileira será colocar os números na mesa, provando que a relação bilateral é vantajosa para Washington, que goza de um superávit comercial considerável nas trocas com o Brasil.
Alckmin foi enfático ao pontuar que o Brasil é um parceiro generoso, lembrando que, dos dez principais produtos que os norte-americanos exportam para cá, oito entram com tarifa zero. Essa realidade será usada como escudo contra as investigações que o governo Trump mantém sobre supostas práticas desleais de comércio. O objetivo de Lula é desarmar a retórica protecionista da Casa Branca, demonstrando que o Brasil não é uma ameaça, mas um aliado indispensável para o equilíbrio econômico das Américas e um fornecedor estratégico de insumos para as novas tecnologias.
A agenda levada por Lula não foge dos temas complexos e busca inserir o Brasil no centro da transição energética mundial. O governo discutirá a cooperação em minerais críticos, como lítio, cobre e níquel, além de terras raras, após o convite de Washington para integrar uma coalizão global de refino. Para o campo progressista, essa é uma oportunidade de atrair investimentos e tecnologia, desde que respeitada a soberania nacional e os interesses da indústria brasileira, evitando que o país seja apenas um exportador de matéria-prima bruta para o norte global.
Outro ponto de extrema sensibilidade que estará no Palácio é a segurança pública. O governo brasileiro mantém vigilância redobrada sobre a intenção dos EUA de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Embora o combate ao crime organizado seja prioridade de Lula, há um receio legítimo de que tal rótulo sirva de pretexto para intervenções externas ou sanções que afetem a autonomia do país. Lula levará a Trump a mensagem de que o Brasil resolve seus problemas internos com cooperação, mas sem aceitar tutelas que firam a Constituição e a soberania do nosso território.
Com informações do jornal O Globo
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