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O governo do presidente Lula subiu o tom contra as tentativas de adiar o fim da escala de trabalho 6x1. Nesta terça-feira (12), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou de forma categórica que o governo não aceitará uma implementação lenta da medida, combatendo a ideia de que o trabalhador deve esperar anos para conquistar o direito a dois dias de descanso. Durante entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", Boulos criticou a lógica de setores que tentam "empurrar com a barriga" avanços sociais, enquanto medidas de outros interesses são aprovadas com rapidez. A meta do Executivo é clara: reduzir a jornada constitucional de 44 para 40 horas semanais, garantindo o descanso remunerado aos finais de semana sem que um centavo seja retirado do salário do trabalhador.
Para o ministro, a manutenção do salário é inegociável e a redução da carga horária semanal é a única forma de impedir que as horas do sábado sejam simplesmente distribuídas nos outros dias, mantendo a exaustão da classe trabalhadora. Boulos rebateu o que chamou de "terrorismo" econômico praticado por setores empresariais, argumentando que o modelo atual é uma fábrica de doenças. Ele apresentou dados alarmantes: apenas no ano passado, 500 mil brasileiros foram afastados por problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e burnout, causados pelo excesso de trabalho. "Tempo não é um benefício, é um direito", reforçou o ministro, citando que experiências internacionais comprovam que trabalhadores descansados são mais produtivos e sofrem menos acidentes.
A ofensiva do governo ganha corpo com a mobilização direta no Congresso. Boulos participará nesta quarta-feira (13) de uma audiência pública na Comissão Especial da Câmara, ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, para defender a urgência da PEC. Paralelamente, o governo lançou uma ampla campanha de comunicação, inclusive com alcance internacional, para pautar a qualidade de vida como centro do debate econômico. Ao colocar a urgência constitucional no projeto, o presidente Lula sinaliza que o fim da escala 6x1 não é apenas uma promessa, mas um pilar da reconstrução dos direitos trabalhistas no Brasil, focando na saúde do povo e na modernização das relações de trabalho.
Com informações do Brasil247
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