615 visitas - Fonte: PlantaoBrasil
Os administradores do fundo Havengate, estrutura utilizada para captar dezenas de milhões de reais para a produção de uma cinebiografia sobre o condenado Jair Bolsonaro, decidiram estender suas garras societárias para o estado de Delaware, nos Estados Unidos. A região é mundialmente famosa no submundo corporativo por atuar como um verdadeiro paraíso fiscal interno, oferecendo leis agressivas de sigilo que protegem a identidade de sócios e ocultam a real circulação de capitais.
Os personagens centrais dessa nova manobra são o advogado Paulo Calixto, conhecido por integrar a banca de defesa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e o corretor de imóveis Altieris Santana. Juntos, eles registraram oficialmente a firma MCC-4 Equity Fund GP LLC na junta comercial de Delaware, acendendo o alerta das autoridades financeiras. Essa decisão de abrir uma empresa de fachada em uma jurisdição conhecida pela opacidade fiscal ocorre justamente no momento em que o cerco judicial aperta contra o ecossistema de corrupção bolsonarista, evidenciando uma tentativa desesperada de blindar recursos de auditorias internacionais.
O pano de fundo dessa nova investida corporativa envolve cifras astronômicas e personagens carimbados do submundo da lavagem de dinheiro. O fundo Havengate, originalmente registrado no Texas pelos mesmos operadores, recebeu um aporte formidável de R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro — operador que também está sob a mira da Polícia Federal em esquemas fraudulentos que sangraram o INSS e a Previdência Pública. A coincidência de endereços fornecida pelos suspeitos aponta diretamente para o escritório de advocacia de Calixto em Dallas, confirmando que a nova célula em Delaware serve como espelho para movimentar o montante milionário.
A Polícia Federal monitora de perto se os R$ 61 milhões repassados por Vorcaro foram de fato consumidos na produção do filme ou se o dinheiro foi triangulado ilegalmente por meio dessa nova offshore para custear a vida nabanesca e as mansões de luxo que os herdeiros do bolsonarismo ostentam em solo americano.
A revelação dessa engenharia societária provocou pânico generalizado nos comitês de articulação da extrema direita, uma vez que a cooperação internacional entre o Ministério Público brasileiro e as agências de controle dos Estados Unidos ameaça quebrar o sigilo da nova firma em Dover. Diante dos fatos irrefutáveis, os defensores do atraso tentam criar cortinas de fumaça nas redes sociais para desviar o foco do escândalo. No entanto, o histórico de promiscuidade financeira e o uso recorrente de paraísos fiscais para abrigar dinheiro de propinas desidratam qualquer tentativa de defesa jurídica do clã.
O avanço das investigações sobre a offshore de Delaware isola ainda mais as lideranças remanescentes da oposição, que veem suas fontes de financiamento ilegal serem progressivamente asfixiadas pelas instituições republicanas. Parlamentares do bloco progressista exigem que os novos dados societários sejam anexados aos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal para acelerar o bloqueio de contas e o confisco de bens da família no exterior. O desfecho dessa operação sela o esgotamento moral do bolsonarismo, sepultado pela força da verdade e pela vigilância implacável da justiça social.
Com informações da Fórum
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