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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma demonstração histórica de altivez, soberania e firmeza política durante um evento em Catalão (GO). Empunhando uma faixa com a frase "O Pix é do Brasil", o mandatário brasileiro mandou um recado direto ao governo de Donald Trump, classificando como uma "mentira" a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa punitiva de 25% sobre as exportações brasileiras. Lula revelou que o verdadeiro pânico da Casa Branca não é comercial, mas sim o sucesso estrondoso do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, que ameaça o monopólio e o lucro fácil das multinacionais norte-americanas de cartão de crédito.
Lula cobrou publicamente uma explicação de Donald Trump, lembrando que ambos haviam selado um acordo de cavalheiros que previa um prazo de 30 dias para que os ministros de comércio de ambos os países chegassem a um entendimento pacífico. O tarifaço foi anunciado de forma intempestiva e unilateral em meio às negociações em andamento. O presidente disparou:
"Então, Trump, você disse que pintou uma química entre eu e você, você me deve uma reunião, e eu devo uma para você. Nós demos 30 dias para os nossos ministros negociarem, então estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência."
O chefe de Estado não poupou adjetivos para destroçar a atuação criminosa e entreguista da oposição bolsonarista, que viajou aos EUA para conspirar contra a própria pátria. Lula ironizou e esculachou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), simulando as preces de joelhos do parlamentar ao governo americano para que o Brasil fosse severamente castigado. "Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula, ele vai prejudicar é o povo brasileiro, os empresários brasileiros, o agronegócio. Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São vendilhões da Pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores", detonou o presidente, responsabilizando também o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio — classificado por Lula como "o anti-América Latina" —, por dar guarida aos golpistas.
Com a habitual genialidade geopolítica, Lula ridicularizou o cerco de Washington ao anunciar uma virada monumental de mercado. Exatamente no mesmo dia da agressão norte-americana, a China estendeu os braços ao Brasil, reconhecendo formalmente o status sanitário do país como livre de febre aftosa sem vacinação, o que vai escancarar as portas do mercado asiático para a carne brasileira. "Como Deus escreve certo por linhas tortas, nada acontece de graça. O que aconteceu hoje para se contrapor à medida do Trump? A China aceitou que o Brasil está nacionalmente livre da febre aftosa, que a nossa carne está livre para o mercado chinês", comemorou o presidente. Lula mandou um recado final de independência que ecoou como um trovão: "Eu tenho muita sorte. Não vou ficar chorando. Se você não quer comprar de mim, eu vou vender para outro". A recomendação do USTR passará por audiências e consultas públicas até julho, mas o governo brasileiro já deixou claro que não aceitará cabresto de nenhuma potência estrangeira.
Com informações do Brasil247
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