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As investigações conduzidas pela Polícia Federal avançaram sobre uma teia de corrupção que expõe, de forma definitiva, as entranhas e o modus operandi da extrema direita e de seus financiadores. Os novos relatórios apontam que o fundo de investimento envolvido na Operação Dark Horse — que já vinha desgastando as bases do bolsonarismo e a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro — foi localizado na contabilidade de uma fintech suspeita de operar transações bilionárias para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Esse cruzamento de dados feito pela inteligência financeira revela que os mesmos canais utilizados para alimentar o submundo da política miliciana também servem ao crime organizado.
O banco digital sob investigação movimentava centenas de milhões de reais em contas de fachada, utilizando empresas de turismo e comércio para mascarar a origem de recursos ilícitos. A descoberta desse elo financeiro coloca a bancada extremista e os seguidores de Jair Bolsonaro em uma situação de isolamento total, desmistificando o falso discurso de moralidade e combate à violência que eles usam para enganar a população. Fica evidente que as mesmas ferramentas de blindagem patrimonial que beneficiaram o clã Bolsonaro e seus operadores mais próximos também dividem espaço no mesmo balcão de negócios das máfias urbanas de tráfico e lavagem de capitais.
Os analistas técnicos apontam que as transações identificadas pela Polícia Federal ocorreram por meio de aportes sucessivos do fundo sediado em paraísos fiscais, simulando empréstimos para a fintech e investimentos em debêntures sem qualquer lastro real de mercado. O esquema visava injetar dinheiro limpo no sistema financeiro nacional para viabilizar as despesas de campanhas de desinformação e financiar atos golpistas nas redes sociais. Esse consorciamento do crime com o radicalismo político reacionário joga luz sobre o financiamento subterrâneo que tenta, de todas as formas, desestabilizar o governo democrático do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Diante do cerco policial e jurídico que se fecha sobre os envolvidos, os parlamentares da oposição entraram em pânico generalizado e tentam desacreditar o trabalho dos investigadores nas plataformas digitais, repetindo narrativas de perseguição de forma raivosa. No entanto, as provas materiais coletadas pelas quebras de sigilo bancário são robustas e conectam diretamente o banqueiro Daniel Vorcaro e os operadores de Flávio Bolsonaro às transações escusas da fintech do PCC. O avanço deste inquérito demonstra a urgência de desmontar de forma sistêmica as redes de financiamento que sustentaram o regime de destruição e milícias que governou o país no passado recente.
Com informações do DCM
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