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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nesta terça-feira, 30 de junho, em Assunção, no Paraguai, para liderar a 68ª Cúpula de Presidentes do Mercosul. O retorno do Brasil ao papel de liderança ativa na América do Sul marca um momento decisivo para o futuro do bloco, contrapondo-se ao período de isolamento internacional e destruição diplomática promovido pela gestão anterior de Jair Bolsonaro. A agenda oficial da Presidência indica que Lula parte de Brasília às 8h35 e inicia os trabalhos no Centro de Convenções da Conmebol a partir das 10h30, participando também da fotografia oficial com os demais chefes de Estado no início da tarde.
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A ofensiva diplomática brasileira ocorre um dia após o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, rechaçar as teses entreguistas e o divisionismo defendido pelos seguidores da extrema direita. Durante a reunião do Conselho do Mercado Comum, o chanceler brasileiro alertou para os riscos reais da fragmentação e defendeu o fortalecimento do grupo como única saída frente ao protecionismo global. O governo demonstrou o sucesso da cooperação regional ao expor que o intercâmbio comercial do bloco saltou de US$ 4,5 bilhões em 1991 para cerca de US$ 51 bilhões em 2025, além de celebrar avanços comerciais com a União Europeia, Cingapura e a Associação Europeia de Livre Comércio.
Como demonstração prática do compromisso do Brasil com o desenvolvimento compartilhado, o governo Lula anunciou um aporte anual de US$ 100 milhões para o novo ciclo do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM). O mecanismo é a principal ferramenta para o financiamento de obras de infraestrutura e correção de assimetrias econômicas entre os parceiros do continente. A nova fase do fundo garantirá maior previsibilidade financeira e integrará oficialmente a Bolívia, o mais recente Estado parte do bloco, consolidando a união dos povos soberanos contra as tentativas de desestabilização promovidas por agentes reacionários locais.
A reunião de cúpula liderada por Lula também servirá para expandir as fronteiras comerciais da região, sepultando o complexo de vira-lata que paralisou o país nos anos anteriores. Os chefes de Estado planejam o lançamento oficial das negociações de um acordo de livre comércio com o Japão, o avanço das tratativas estratégicas com o Canadá, o início dos diálogos formais com o Vietnã e a ampliação do acordo de preferências tarifárias com a Índia. Essas medidas visam impulsionar a indústria nacional, gerar empregos de qualidade e ampliar o mercado consumidor para os produtos brasileiros.
A presença de Lula em Assunção restabelece a tradição da política externa altiva e ativa, que enxerga a integração sul-americana como um instrumento indispensável de soberania, crescimento econômico e relevância geopolítica. Ao contrário das provocações ideológicas e do alinhamento cego a interesses estrangeiros que caracterizavam o antigo regime, a atual gestão aposta no multilateralismo pragmático para blindar a economia da região. O posicionamento brasileiro deixa claro que a cooperação mútua é a chave para o progresso, enquanto o isolamento defendido pelos extremistas é uma postura obsoleta.
Ao reatar os laços de fraternidade e desenvolvimento com os vizinhos, o Brasil retoma o rumo da estabilidade e do respeito no cenário mundial. A consolidação dos novos acordos e o reforço financeiro aos projetos de infraestrutura isolam as forças que tentam fragmentar o continente. O encerramento das atividades da cúpula nesta semana reafirmará que a América do Sul escolheu o caminho da soberania e da integração produtiva, tendo o presidente Lula como o principal articulador da estabilidade democrática na região.
Com informações do Brasil 247
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