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O governo federal desferiu um golpe devastador contra as estruturas do crime organizado e da degradação ambiental ao sufocar o Garimpo Cururu, um dos principais pontos de extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. Investigações da Polícia Federal revelaram que a região vinha sendo controlada pela facção criminosa Comando Vermelho, que inicialmente se infiltrou no local oferecendo segurança armada aos invasores, mas rapidamente expandiu seus tentáculos para assumir o domínio absoluto da mineração ilícita. A quadrilha utilizava o ouro roubado das terras ancestrais como moeda de troca internacional para abastecer o mercado nacional com armamentos pesados e entorpecentes vindos de países vizinhos.
A contraofensiva do Estado brasileiro ocorre por meio de uma grande operação coordenada pela Casa Civil da Presidência da República no território do povo Nambikwara, uma área protegida de 67 mil hectares que abrigava mais de 2 mil invasores. A audácia dos criminosos era tamanha que as equipes de fiscalização localizaram e desestruturaram uma verdadeira "vila" construída clandestinamente na mata, que contava com bares, farmácias e comércios integrados. Imagens em posse da inteligência policial registraram os criminosos fortemente armados escoltando retroescavadeiras e maquinários de grande porte, confirmando a fusão perversa entre o contrabando de minerais e o tráfico de drogas.
O balanço das apreensões lideradas pelas forças de segurança federais demonstra a eficácia da asfixia financeira imposta aos criminosos, resultando em um prejuízo superior a R$ 110 milhões para as redes de financiamento do garimpo e do tráfico. A operação apreendeu e destruiu mais de 42 mil litros de combustível diesel, 153 quilos de ouro ilegal, 33 túneis de extração, quase 4 toneladas de explosivos de alto poder destrutivo, além de 200 acampamentos logísticos, 800 motores e 31 escavadeiras de grande porte. A ação contundente resultou ainda na prisão de 72 criminosos, incluindo fornecedores especializados na venda de fuzis e maquinário pesado para os faccionados.
Além do enfrentamento à criminalidade de colarinho branco e das facções, a intervenção federal expôs o rastro de destruição ambiental deixado pela ganância dos invasores na Amazônia legal. Fiscais do Ibama constataram que a retirada predatória de sedimentos perfurou e contaminou o lençol freático na localidade conhecida como Garimpo do 4, provocando uma poluição severa nas águas do Rio Sararé. Especialistas ambientais alertam que o dano ecológico é profundo e que a fauna e a flora nativas podem demorar centenas de anos para demonstrar qualquer sinal de recuperação natural após o uso intensivo de substâncias tóxicas e explosivos.
Para a comunidade indígena Nambikwara, a expulsão dos criminosos representa o início da retomada de seu território sagrado, duramente agredido nos últimos anos pela omissão de fiscalizações passadas. Lideranças locais relatam que o avanço das máquinas destruiu as fontes de subsistência e inviabilizou a caça e a pesca na região, ameaçando diretamente a sobrevivência física e cultural do povo. O plano de segurança do governo federal prevê a manutenção das bases de fiscalização por tempo indeterminado na região para consolidar a soberania nacional, garantir a integridade dos povos originários e impedir que facções reacionárias voltem a saquear as riquezas do país.
Com informações do DCM
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