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Encurralado pelo avanço avassalador das investigações judiciais que revelaram suas conexões com o escândalo do Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu apelar para o ridículo na tentativa de desviar o foco da opinião pública. Em uma manobra grotesca de marketing digital, o parlamentar publicou um vídeo nas suas redes sociais onde aparece rebolando e tentando aprender passos de funk ao lado de um apoiador de ocasião. A performance desastrosa, que expõe o desespero de quem tenta forçar uma imagem popular para conter o desgaste político, gerou uma onda imediata de deboche e indignação. "Que coisa mais bizarra!", disparou o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), sintetizando o sentimento de vergonha alheia que tomou conta das plataformas digitais.
A tentativa de Flávio de se passar por "descontraído" ocorre no pior momento de sua pré-campanha e serve como uma óbvia cortina de fumaça. Nos últimos dias, o clã Bolsonaro foi sacudido pelo bloqueio judicial de uma mansão de R$ 100 milhões ligada ao esquema de fraudes de carteiras de crédito que envolve o senador, além de uma guerra interna brutal com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que rompeu com a família após denunciar ter levado uma "punhalada". Sem propostas reais para o estado do Rio de Janeiro e acuado pela crise ética que corrói sua base, o filho "01" do ex-presidente preferiu desafiar os internautas perguntando de forma cínica quem teria "mais molho" na dancinha.
A postagem, longe de humanizar a imagem do senador, gerou um efeito reverso e virou munição pesada para a oposição. Críticos e parlamentares progressistas lembraram que, enquanto o Rio de Janeiro enfrenta crises profundas na segurança pública e na economia, o pré-candidato do PL gasta seu tempo de mandato encenando coreografias constrangedoras na internet para gerar engajamento artificial. A estratégia de banalização da política, típica da extrema-direita que substitui o trabalho legislativo sério pelo espetáculo de rede social, mostra sinais claros de esgotamento diante de um eleitorado cansado de palhaçadas midiáticas e escândalos de corrupção.
Que coisa mais bizarra! pic.twitter.com/9VG9Ux5DQT
— Carlos Zarattini (@CarlosZarattini) July 3, 2026